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#VemprapolíticaMulherada

Raíra Garcia – postado 23 de abril de 2014

 

É certo que política é um tema que causa indiferença ou extremo interesse nas pessoas, assim como o feminismo. Bem, você já parou para pensar como está a politica feminina da cidade?

Desde o dia 20 do mês passado, tem sido veiculada a atual campanha do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, com o objetivo de conscientizar a população e a sociedade sobre a importância da participação da mulher na política. É a primeira vez que isso acontece e veio consideravelmente tarde, afinal, de acordo com o IBGE, as mulheres somam mais de 50% da população, têm mais escolaridade que os homens. Além disso, o Brasil ocupa o 156º lugar em um ranking de 188 nações sobre a igualdade de gêneros nos parlamentos.

Em juiz de fora, a realidade não é muito diferente. Entre dezenove vereadores, há apenas uma mulher. Em seu segundo mandato consecutivo, a vereadora Ana Rossignoli (PDT), luta por questões sociais e principalmente pela valorização, pelo cuidado com as mulheres, principalmente por conta da violência doméstica.

frase-em-politica-se-voce-quiser-algo-dito-pergunte-a-um-homem-se-alguma-coisa-feita-pergunte-a-uma-margaret-thatcher-130621De acordo com a vereadora, a mulher é mais responsável e mais séria que o homem no seu trabalho: “a mulher luta mais para conseguir aquilo que ela deseja, o problema é que a nossa sociedade tem ainda uma discriminação muito grande com as mulheres na política”. Para ela, a sociedade ainda enxerga a mulher como dona de casa e no máximo trabalhando em áreas da educação. Na maioria dos setores e principalmente em política, a mulher não é bem vista.

O problema, é que o preconceito não se limita aos homens. Muitas mulheres não acreditam no potencial de outra mulher e às vezes nem no próprio em relação a um homem: “a mulher se sente rejeitada. Ela acha que não tem o mesmo potencial de exercer o mesmo papel que o homem e ela desanima no meio do caminho. Veja, bem: a já lei diz que os partidos têm que apresentar 30% de seus candidatos, mulheres. Mas as mulheres que têm potencial, garra, que lutam, não entram na política porque sabem que são discriminadas”.

Ana, que já veio de uma família tradicionalmente envolvida na política, foi eleita com 3080 votos, mas ela afirma que nem metade desse número foi de mulheres, justamente porque de acordo com ela, a mulher tem dificuldade de acreditar na capacidade da outra. Para a vereadora, é necessário fazer uma campanha de valorização da mulher como um todo e deixa-la confiante para então acreditar no sua capacidade política. “Eu divido a bancada com 18 homens. Imagina se tivessem mais duas ou três mulheres, olha o quanto a gente poderia estar ajudando a população feminina”, explica Ana, que foi a única mulher que conseguiu ser reeleita na câmara.

Na luta pela mulher, ao lado de Ana Rossignoli, o vereador Dr. Antônio Aguiar (PMDB) entende a necessidade do apoio à mulher na sociedade, que deixou de ser apenas a dona de casa, para se tornar um ser humano, mas que para isso ainda encontra barreiras “e isso pode ser visto numa câmara que tem 19 vereadores e que só há uma mulher”. Dentro desse cenário, o vereador cita a Presidenta Dilma Rousseff, primeira mulher a alcançar tal cargo no país: “você pode ver como ela sofreu preconceito durante a campanha e como tem sido pesada a mão da crítica em cima dela, talvez por ser mulher. E você poder ver que até o jeito como ela se posiciona em relação a isso, tem sido muito tímido, muito retraído, por conta do perfil da sociedade”.

O vereador alerta para os problemas que vão desde a diferença salarial a violência doméstica e que só as lutas e a união feminina têm sidopolitica

capazes de mudar aos poucos, e que só dessa maneira é que a mulher vai conseguir alcançar a política verdadeiramente. De acordo com ele, os partidos, em maioria, vêm a mulher como número para atingir a obrigatoriedade dos 30% e que por isso, muitas vezes não há uma análise sobre a capacidade, não a seleção porque ela não é creditada nem pelo partido e consequentemente pela sociedade. “Os partidos sequer vão em busca de mulher porque isso é ‘perder cadeira para disputa’”, explica o vereador.

Antônio Aguiar, vê na participação da mulher na política uma chance de melhora: “a mulher tem que saber que ela tem o direito de ocupar lugares públicos, que ela deve participar das grandes decisões que dizem respeito à sociedade, principalmente porque a mulher tem uma maneira de perceber e entender a vida com uma clarividência muito maior do que o homem. Ela julga situações de uma maneira mais justa, mais tolerante e por isso é muito importante que ela participe ativamente desse processo. Não é para ser mais, mas também não é para ser menos. É para ser igual porque todos nós independente da distinção sexual, somos seres humanos e temos os mesmos direitos”.

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