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TV Pública e universitária: o que juizforano sabe sobre isso?

Wladimir Stefanon
Publicado em 09/12/2013

A primeira mesa do Colóquio Internacional de Mídia Digital tratou de um tema que tem impacto na vida de quem assiste, estuda e faz televisão no Brasil. Mas será que ele é discutido nas ruas? O JF Hipermídia buscou repercutir o tema entre alunos e professores de Comunicação, em princípio um público interessado.

De acordo com o professor Murilo Cesar Ramos da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, a TV digital necessita de regulamentação específica, participação da sociedade, e modificação de comportamento.  Segundo ele, o que se espera é a adequação da legislação nacional às mudanças tecnológicas. Pequenos avanços já são evidentes, mas podemos aproveitar a tecnologia digital para fazer deste momento um momento de inovações, concluiu.

A aluna da Pós em Jornalismo Priscila Dianin, que trabalha em uma emissora educativa em Juiz de Fora, falou da falta de discussões mais abertas e mais próximas sobre as mudanças tecnológicas e da importância não só para a comunidade acadêmica, mas, também para os profissionais da área, que anseiam por atualização face às novas tecnologias.

Video Priscila Dianin, editora da TVE Juiz de Fora e aluna da especialização em Jornalismo Multiplataforma

No entanto, a tecnologia por si só não fará essa mudança. Toda mídia provoca movimentos estruturantes, e a televisão mais do que qualquer outra, isso porque, ela é a principal mídia do Brasil e do mundo, tendo se tornado o meio de comunicação que as pessoas mais consomem. A estudante Paula Faria que faz Mestrado em Comunicação, lembrou da recente experiência da TV Digital em Juiz de Fora, que revela uma qualidade de imagem superior, beneficiando assim, grande parcela da população que não tem acesso a uma TV por assinatura e, que agora passa a usufruir de uma programação de melhor qualidade.

VÍDEO Paula Faria 

A Internet é muito importante, é evidente, mas, o que as pessoas consomem mesmo é a televisão, que tem, portanto, um papel estruturante sobre os demais mercados e sobre a sociedade como um todo. Nesse Colóquio sobre Regulamentação e Experiências  na TV digital, existem duas questões sobre as normas que irão regulamentar a televisão digital brasileira.  Essas questões se : a pública e a privada. O que impera na TV Digital no Brasil hoje é o princípio privado e precisa ser compatibilizado com o princípio público. O princípio público pede a implantação da TV digital e, que ela atenda acima de tudo, aos interesses da sociedade. O princípio privado atende ao interesse de um grupo dominante da mídia nacional.

O papel das TVs universitárias e a importância destas como produtoras de conteúdo público.

A TV Universitária deve cumprir a função de levar para a audiência o que está sendo desenvolvido nas instituições de ensino superior, bem como criar conteúdos de interesse da comunidade. Outra questão seria a criação de um canal universitário nacional.          O professor da Faculdade de Comunicação da UFJF Francisco Pimenta acredita que o Governo tem nas mãos uma ótima oportunidade de democratizar a informação no país, através do incentivo a criação de TVs universitárias, que são canais mais independentes em relação às mídias tradicionais. Segundo ele, seria interessante que cada universidade pudesse dispor de uma TV Universitária.

VÍDEO Francisco P. Pimenta (Professor Facom – UFJF)

A utilização de plataformas digitais não tradicionais, “mídia ninja,” que vêm ganhando muita importância – poderia ser utilizada para a criação do que seria um embrião do Canal Universitário Nacional. A professora da Faculdade de Comunicação da UFJF, Renata Vargas falou da importância de eventos como o I Colóquio Internacional em Mídia Digital para o meio acadêmico, bem como para o público em geral, na medida em que permite o conhecimento de novas tecnologias e novas maneiras de se produzir conteúdos.

VÍDEO Renata Vargas (Professora Facom – UFJF)

Como exemplo de acessibilidade a tecnologia digital, temos a TV da Universidade da Paraíba que fez a primeira experiência de TV Digital pública voltada para população de baixa renda no Brasil. Participantes do projeto piloto Brasil 4D que tiveram a oportunidade de experimentar a TV interativa em casa. O projeto de acessibilidade à TV 4D foi considerado

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