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Partidos reagem à candidatura de Tarcísio Delgado

Rafael Antunes

Na última quinta-feira (26) o ex-prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado, lançou sua candidatura ao Governo de Minas Gerais pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). A atitude surpreendeu alguns políticos, já que até então não se sabia se o PSB lançaria candidatura própria e, se lançasse, se seria a favor do Deputado Júlio Delgado, presidente do partido e filho de Tarcísio.

O candidato do PSDB, Pimenta da Veiga, disse que respeita a decisão do PSB, e que bons candidatos elevam o nível da campanha. “Respeito o caminho e a decisão que tomaram. O nome indicado é de um deputado com quem convivi na Câmara, um homem correto, de ideias claras e espero que ele contribua para que a campanha tenha um alto nível.”.

Ainda segundo Pimenta, o novo cenário não influencia sua candidatura positivamente, no sentido de levar a eleição para o 2º turno. “O que estamos fazendo é a melhor pregação possível. Questão de voto é uma consequência. Nunca me preocupei com primeiro ou segundo turno.” disse.

Ouça um trecho da entrevista do candidato do PSDB, Pimenta da Veiga:

 

O presidente do Partido dos Trabalhadores em Juiz de Fora, Giliard Tenório, admite que o nome de Tarcísio como candidato é surpreendente, mas ajuda a estabelecer um posicionamento claro do PSB em Minas Gerais, o que, segundo ele, faltou nos últimos anos. “Surpreende por ser um nome que não vinha sendo colocado, nem pelos adversários, nem por analistas políticos.”

 

Ele reconhece a importância da candidatura e vê como positiva a decisão do partido. “Se ele repetir a coerência que sempre teve, vai contribuir para o debate político dessa eleição.”. Giliard também explica como vai se desenhar, daqui pra frente, o cenário político regional para o PT, com a candidatura do Ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Confira:

 

Para o cientista político Paulo Roberto Figueira Leal, Minas Gerais é um local estratégico, nacionalmente, visto que o PSB não poderá contar com palanques exclusivos em São Paulo e no Rio de Janeiro, e seria importante para o partido se estabelecer na região sudeste. “Em outros estados, o PSB terá que compartilhar o palanque com outros candidatos presidenciais. Além disso, a trajetória do Tarcísio e a quantidade de votos da Zona da Mata também influencia, já que os outro 2 principais candidatos são da capital.”

Ouça a entrevista do cientista político, Paulo Roberto Figueira Leal:

 

Paulo acredita que a escolha de Tarcísio para a disputa do Governo, excluindo a indicação do seu filho, Júlio, não tenha deixado o partido dividido. “Esse nome foi negociado pelos líderes do partido. Certamente, também atende aos interesses do Júlio, que iria para o sacrifício, sem chances reais de se eleger, abrindo mão de uma disputa parlamentar onde as chances são grandes. Foi, muito provavelmente, uma decisão tomada com consentimento e apoio do Júlio Delgado, e não contra ele.”.

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