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Você conhece o goalball?

Esporte criado exclusivamente  para cegos, tem representantes em Juiz de Fora

Por Maristela Rosa

publicado em 21/08/13

Copa Uberlândia de Goalball 2013

Copa Uberlândia de Goalball 2013

E  lá vem a bola, com guizos para os atletas a escutem chegar… Com marcações em relevo na quadra, tateando ao entorno, cada um sabe onde é seu devido lugar. Deitados, pra conseguir defender melhor a bola, equipados com joelheira e óculos, para proteger e colocar em igualdade a visão de todos os atletas em quadra.  Assim é o goalball, criado em 1946, pelo austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle, que tinham como objetivo reabilitar veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão.

O esporte começou a ser praticado na cidade em 2011, como uma forma de lazer. Criado especificamente para deficientes visuais, o goalball usa como base a audição e o tato. Hoje o projeto Visão no Esporte, parceria entre Associação dos Cegos e Prefeitura de Juiz de Fora, conta com 6 atletas que competem a nível municipal, estadual e nacional. O Supervisor de Esportes Adaptados da Secretaria de Esportes e Lazer (SEL), Léo Lima, participou da implementação do esporte na cidade e  conta que goalball trouxe grandes benefícios aos atletas. “O esporte propicia um conhecimento corporal muito grande, com isso eles conquistam autonomia para se locomover com independência, além do crescimento da auto estima”.

Treino - Sesport JF

Treino – Sesport JF

O objetivo do time é se manter dentro do circuito de competições e melhorar as atuações em quadra. Este ano o grupo esteve na Copa Uberlândia de goalball e um de seus atletas foi eleito o melhor pivô da competição. A treinadora do time, Adriana Helena Campos, acredita que seu time tem um grande potencial competitivo . ” O goalballl é um esporte de ataque e defesa, extremamente competitivo. Os atletas tem que estar muito concentrados, focados. Nosso time tem muita gente boa, entamos aí na briga por melhores colocações”, conta a técnica.

Além de ser um esporte que ajuda o deficiente visual a desenvolver seus outros sentidos, como a audição e o tato, o goalball também ajuda os deficientes a descobrir e desenvolver suas habilidades atléticas. Leonardo Campos tem 22 anos e está a um ano no time. Segundo ele o goalball é algo que estará em sua vida por muito tempo. “Antes eu jogava futebol de salão adaptado e me convidaram para integrar o time de goalball. Comecei e fiquei apaixonado. Eu adoro adrenalina e, pra mim, não há nada com mais adrenalina que o goalbal”.

A treinadora Adriana Helena explica mais sobre as regras do Goalball:

Pessoas cegas ou com baixa visão podem participar de treinos abertos e gratuitos, promovidos pela Secretaria de Esporte e Lazer, às terças e quintas-feiras, entre 13h e 15h. Os treinos acontecem na quadra do Sesporte, no bairro Santa Terezinha, Av. Rui Barbosa, numero 530.

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