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Exposições de arte em Juiz de Fora

Eduardo Chain

Postado em 06/11/2013

Dois grandes gravurista do século XX estão em exposição em Juiz de Fora, Lasar Segall e Oswaldo Goeldi. Nascido na Lituânia em 1891, Lasar Segall mudou-se para a Alemanha ainda adolescente, onde teve contato com o movimento impressionista alemão e deu início a sua produção artística, buscando suprimir o formato da anatomia humana pra exprimir mais o sentimentalismo do que era vista nas ruas, passando um contexto sentimental.Parte de sua obra estará em exibição no Museu de Artes Murilo Mendes (MAMM) até o dia 29 de novembro.

Em uma visita guiada, o mediador Pedro Fonseca, explica uma das características da obra feita em xilogravura. “As gravuras na madeira trazem uma economia de linhas, e o tratar de Segall é rústico devido à resistência que a técnica trás. A estética aproxima-se muito a literatura de cordel que vemos no nordeste”, afirma Fonseca.

Visita mediadaEle também explica que estas visitas buscam não apenas passar as informações técnicas, mas levar os visitantes a refletir sobre a obra a partir da sua visão. “Nós vemos as pessoas tendo uma livre interpretação e se solidarizando com o cotidiano aqui retratado”, conta Fonseca.

O arquiteto Luiz Magalhães, que visitou a exposição, afirma que teve a impressão de que as gravuras expressão o sentimento de tristeza. De acordo com Fonseca, a tristeza não é característica permanente do autor.

Ouça Pedro comentando sobre a obra de Segall.

Gravuras de Goeldi

Oswaldo Goeldi estará em exposição no Espaço Cultural Correios até o dia 7 de dezembro. Outro gravurista importante, nascido no Rio de Janeiro, filho de pai estrangeiro, mudou-se cedo para a Suíça, onde morou até os 27 anos. Retornando para o Rio de Janeiro, começou a representar o que via pelas ruas em suas gravuras. A moderadora do espeço do Correios, Cynthia Filipino, ressalta que o mar e as peixarias são lugares muito presentes em suas obras.

Um espaço foi montado com peças de móveis originais de Goeldi, tentando recriar o ambiente no qual o gravurista trabalhava.

O professor de História da Arte da Universidade Federal de Juiz de Fora, Marcos Olender, considera a presença das exposições na cidade uma grande oportunidade para que a população tome conhecimento das obras dos gravuristas. “São dois artistas que apresentam uma influência fortíssima na arte contemporânea”, afirma Olender.

Apesar das exposições, o professor Olender acredita que Juiz de Fora não possui uma agenda presente e nem dinâmica e que a arte deveria ser algo mais presente na cidade. “Deveriamos ter exposições não só em lugares já consolidados, mas também em bairros mais afastados do centro, a fim de propagar  conhecimento onde há carência da arte”, conclui Olender.

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