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Moradores procuram abrigo nas ruas pela dependência das drogas

Nathália Corrêa

Postado em 12/111/2013

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A maioria da polução que mora na rua, no Rio de Janeiro, não bebe nem usa droga. É o que mostra uma pesquisa feita pelo Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.  O estudo aponta que 65% dos moradores de rua não bebem e 62% não usam drogas. Entretanto, em Juiz de Fora a realidade parece ser bem diferente. De acordo com o chefe de departamento de Proteção Especial, Lindomar José da Silva a maioria estão vinculados a drogas, álcool e muitos estão na rua por que a família não quer mais.

A Secretária de Assistência Social da Prefeitura (SAS) é que faz a captação de recursos financeiros e a determinação das diretrizes políticas para auxiliar os moradores de rua, segundo Lindomar. Entre as políticas para ajudar esses moradores, ele cita o Centro POP, onde encontra-se uma equipe de assistência social, psicólogos e pedagogos para atender essas pessoas. O Núcleo Cidadão de Rua é o local onde os moradores vão pernoitar, de acordo com Lindomar. Existe ainda a Casa Cidadania, uma casa de passagem que atendem as pessoas com necessidades especiais, em que os moradores vão se desvinculando das drogas, do álcool ou tratando de alguma enfermidade.IMG_3234

Há uma diferença entre morador de rua e a pessoa que se encontra em situação de rua, segundo ele. “Nem todo mundo que está na rua é população de rua”, afirma. Lindomar diz que alguns brigam com a esposa ou os pais colocaram para fora de casa e estão em situação de rua.

Quanto à alimentação, Lindomar explica que o Centro POP oferece lanche pela manhã e pela tarde credencia quem está habilitado a receber o ticket alimentação. O jantar é oferecido pelo Núcleo Cidadão de Rua onde eles tomam banho e dormem.

Lindomar ressalta que muitos deles não aceitam sair da rua. “O atendimento a eles é na perspectiva da cidadania. Um cidadão tem direitos e deveres, então ele não é obrigado a aceitar o serviço, por isso que muitos ficam na rua. E esse é o desafio de lidar com a população, por que elas não entendem isso”. Para Lindomar a mesma população que dá comida e dinheiro para manterem essas pessoas nas ruas é a mesma que cobra da prefeitura a retirada desses moradores da rua a qualquer preço.

Este ano vai ser aprovado internamente um plano de readequação e melhoria desses serviços, porém ainda não foi divulgado.

O centro POP é o primeiro lugar para onde os moradores de rua são encaminhados. A coordenadora do centro, Alexandra Oliveira, explica no áudio abaixo, como funciona o centro e os principais motivos que levam os moradores a procurar abrigo. Confira.

Alexandra explica que a dependência química é o principal motivo que leva a pessoa a sair de casa. Mas, ela ressalta que há um conjunto de fatores como os conflitos com a família, o álcool e muitas vezes problemas mentais que são bastantes frequentes também.

Para a psicóloga do Centro POP Marília, a dependência química ainda é a maior problema enfrentado pelas pessoas que chegam ao centro, principalmente a dependência de crack. Ela explica no áudio a seguir, como eles ajudam os dependentes a tratarem os vícios.

IMG_3524O crack fez com que Vilson Leonardo deixasse sua casa e fosse morar na rua.  O  frequentador do centro POP afirma “a pessoa que usa drogas, ela fica muito vulnerável”. Foi assim que Vilson se afastou dos seus familiares e foi para rua. Após um mês morando na rua ouviu falar do centro POP e procurou ajuda. Vilson conta que o centro mudou sua vida: “eles te dão várias possibilidades para você ter contato com a sua família. Desde uma conversa com um psicólogo, ou um vale-transporte, quando eu preciso pra ir ver meus filhos… Autoestima, tudo melhora. Só quem não quer mesmo.”

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