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Muita calma nesta hora: como evitar e agir nos imprevistos de viagem

Por Matheus Furlani

Postado dia 23/04/2014

Atualizado às 21h23min

   Viajar é quase que um prazer universal. Sair do seu ambiente rotineiro, conhecer novas realidades, novas culturas e novas pessoas são objetivos cada vez mais priorizados na vida das pessoas. Para tal é necessário planejar: o melhor destino, como chegar e voltar, aonde ficar, aonde comer, com quem ir e aonde visitar. Este planejamento pode durar semanas, meses e em alguns casos dura até anos. Por mais que seja possível minimizar os imprevistos, estes estão fora do nosso controle e tenha certeza que eles irão ao seu encontro aonde quer que você esteja. Por mais que o caso fortuito possa nos pegar de surpresa, alguns casos há medidas dentro da lei que possam minimizar os danos, ou até mesmo resolver o problema.

   A nutricionista Bruna Norberto teve uma infeliz surpresa ao chegar da sua viagem aos Estados Unidos: Um dos pares do tênis que havia comprado fora furtado. “Segui a recomendação que aprendi em um blog, coloquei um par em cada mala, mas mesmo assim, um dos pares foi furtado” ela conta. Estão cada vez mais comuns os casos de malas que são abertas na chegada ao Brasil. Outro problema que Bruna enfrentou foi a falta de passagens de ônibus, quando chegou ao Rio não havia mais passagens disponíveis para Juiz de Fora, apesar do site da empresa, que acusava que as passagens estavam disponíveis. Nesse caso a medida a ser tomada é fazer o boletim de ocorrência para que se possa começar uma maior investigação e fiscalização.

Pedro Tavares, estudante de direito conta que um problema que enfrentou em sua viagem para os Estados Unidos foi o padrão de tomadas de lá, que é diferente do nosso adotado aqui no Brasil. “ Tive que comprar um conversor para conseguir recarregar meu celular.” ele conta.

   A devolução de passagens de transporte público rodoviário é outro assunto que gera reclamações por parte dos usuários e que também já está normatizada em lei 11.975 de 2009. A estudante Anah Laura Magalhães precisou trocar uma passagem de ônibus de Cabo Frio para Juiz de Fora porque conseguiu uma carona. Quando chegou no guichê, ela assinou um termo que a permitiu reaver o dinheiro no prazo de dois meses após a desistência. A estudante ainda teve que pagar uma taxa de multa. “Achei injusto pois não fui informada sobre a taxa de multa”, ela comenta. No texto da lei, não há artigo que versa sobre o pagamento de multa à quem desiste da viagem, sendo esta uma livre declaração de vontade do usuário. Conheça o texto da lei.

   Rogéria Carla tem o hábito de comprar viagens por sites de compras coletivas na internet e acha que o resultado é satisfatório. “Sempre deu certo, somente os hotéis que deixam a desejar se comparado ao que é apresentado nas fotos, antes de fechar os pacotes”, conta. Para o consumidor que se sentiu lesado em seus direitos, cabe alguma medida jurídica? Nos sites de compra coletiva, o comprador pode sugerir o hotel que prefere hospedar o sugerir passeios, sujeitos à avaliação de quem fornece o pacote e o consumidor tem até sete dias para cancelar a compra caso não tenha ficado satisfeito. Rogéria também conta que não é comum ter problemas com cartões de crédito nesse tipo de compra e conta que “se der qualquer problema o cartão estorna, eu acho uma forma segura de fazer viagens, mas compro somente dos sites maiores”.

  Outro comum problema são os translados aéreos, que são muito imprevisíveis, pois depende das condições técnicas dos aviões e as boas condições do tempo. Thyago Ferreira, que é professor de inglês conta que uma vez estava na Argentina e ia pegar o vôo para Córdoba, mas no mesmo dia houve um incêndio no aeroporto e todos os vôos foram cancelados. Como o trajeto de ônibus é muito cansativo e longo, Thyago optou por ficar em Buenos Aires. A empresa pagou um dia de hotel e forneceu uma passagem aberta para ser usada em qualquer dia do ano. Em outra viagem ao exterior, desta vez para Espanha, Thyago teve a sua mala extraviada na conexão que fez em Portugal. “ É muito comum de acontecer nas conexões, eu fiz o pedido e duas horas depois as malas haviam chegado. A Tap (empresa aérea responsável) arcou com minhas despesas de táxi e hotel.”

     Já a aposentada Terezinha Souza não teve a mesma sorte, em viagem para a França e sua mala foi extraviada. “Tive que fazer o pedido com um dossiê completo de tudo que havia na mala, só assim consegui comprovar que a mala era minha. Eles erraram e eu fui tratada como se estivesse de má-fé.” ela conta.

  Em outras situações, ao carregar e descarregar malas, muitos equipamentos que são frágeis acabam sendo danificados, é o caso dos violões de um artista norte americano, que viajava pela companhia aérea United e viu da janela do avião seus violões sendo jogados de forma abrupta e sendo quebrados. Assista o vídeo aqui.A situação rendeu uma música e um clipe, lançados no Youtube e que já tem quase 14 milhões de  visualizações. A propaganda negativa e bem humorada fez com que a empresa logo retratasse com o músico que não aceitou a indenização. Veja o vídeo com legendas em português aqui.

   Em tempos em que o mundo se torna cada vez mais politicamente correto, houve um grande crescimento nas ações indenizatórias de danos morais. Há que se fazer uma diferença entre o que configura o dano moral, que é a ofensa à honra objetiva da pessoa ( o que ela pensa sobre ela mesma) e os meros aborrecimentos da vida comum. Esta diferença faz com que separemos quem realmente teve seu direito lesado.

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