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Conscientização sobre a importância da água deve ser debatida

Rafaela Carvalho, Postada em 24/03/2013

No dia 22 de março é comemorado o Dia Mundial da Água, data criada em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para um momento de reflexão e conscientização sobre a importância de preservação da água potável e suas nascentes, mas apesar de todo o estímulo à economia de água e de toda a informação que é divulgada com relação à poluição da água no mundo, as pessoas continuam desperdiçando.

O Brasil é um dos países com maior concentração de água potável. Estima-se que 13% de água doce superficial encontra-se no país, mas a contaminação é cada vez mais latente. A água encontrada no subsolo torna-se, então, uma alternativa, mas para o engenheiro ambiental Paulo Andrade, a conscientização é extremamente necessária, já que até a água dos mananciais corre graves riscos de poluição. “Os lençóis freáticos podem estar localizados mais próximos ou distantes da superfície, essa distância e também o tipo de solo são fatores importantes que determinam a penetração dos poluentes.”

O constante desperdício e gastos mal regulamentados com irrigação, por exemplo, são as principais causas da grande preocupação com o gasto de água no país. Um estudo americano recente revelou que o Brasil gasta, diariamente, cerca de 5,5 mil litros de água, sendo o 4º colocado entre os países que usam mais água em produção agrícola e em produção de bens de consumo.

Com o avanço da tecnologia, é possível obter água potável através de tratamentos de purificação, mas o custo é alto e o consumidor acaba pagando mais na conta de água. Além do preço que se pagaria pelo abastecimento de água, paga-se também por taxas de purificação da água e do esgoto sanitário, que encarecem à medida que as pessoas não se preocupam com a economia e com a preservação.

Para a dona de casa Amélia Cerqueira Fernandes, medidas simples podem ser tomadas para evitar o gasto excessivo de água. “Para economizar água, faço coisas simples. Esfrego toda a louça primeiro para depois enxaguar todas as coisas, uso água que sobra na feitura dos alimentos para aguar as plantas, uso um bico dosador em todas as mangueiras para não deixar água correndo à toa, evito abrir a torneira mais do que necessário quando escovo meus dentes, ações desse gênero.”

Segundo dados da ONU, até 2025, cerca de 2 milhões de pessoas viverão em regiões com absoluta escassez. Para Paulo Andrade, a solução para a falta de conscientização é simples. “O ensino sobre ecologia e meio ambiente deveria ser mais abrangente, afinal, meio ambiente é um assunto que veio para ficar. A maioria das crianças e jovens são potenciais transmissores de conhecimento.”

Juiz de Fora vive preocupação com a falta de água

A falta de chuvas e o calor intenso marcaram o verão mais quente dos últimos tempos e provocaram secas nas regiões Sul e Sudeste do país. Em Juiz de Fora, o baixo volume de chuvas e a consequente seca que atingiu a região da Zona da Mata foram sentidos na pele. A Companhia de Saneamento Municipal (Cesama) adotou, em fevereiro, um esquema especial de abastecimento de água entre os bairros da cidade.

Sobre os chamados “rodízios” de abastecimento, a intenção era prevenir uma possível falta de água mais grave. Mas para Marina Possani, assessora de Comunicação, os rodízios isolados não são tão eficazes, já que a população pode esperar para realizar suas atividades que gastam muita água em outro dia, mas ainda se preocupa com a escassez. “Acredito que rodízios pontuais não adiantam. Se for uma realidade nacional, acho que seria mais eficiente, mas ficar sem água é sempre uma preocupação.”

O assunto propicia o questionamento: e se houvesse uma lei que multasse quem desperdiça água? Para o engenheiro ambiental Paulo Andrade, não seria a melhor solução. “A meu ver, não só o consumidor deveria ser fiscalizado e multado, mas também os responsáveis pela distribuição. Com certeza as leis podem auxiliar, mas primeiro deve ser feita uma forte conscientização por parte do governo, para que o povo entenda de fato o que está acontecendo.”

Assista o vídeo com mais informações sobre o verão 2014 em Juiz de Fora.

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