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Carona Solidária é sucesso em Juiz de Fora

Anna Gomes Carneiro Leão

Viajar está cada vez mais fácil. Além das facilidades tradicionais como o cartão de crédito para parcelar as passagens e trocar pontos,  há agora uma nova tendência entre as viagens intermunicipais: a carona solidária.
A prática consiste em conceder a carona a desconhecidos por um preço inferior ao da passagem tradicional. O estudante de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Matheus Neves de Oliveira oferece carona semanalmente, no trajeto de ida e volta para Juiz de Fora. “Me ajuda muito, e nunca tive problemas com os passageiros. Além de ajudar na gasolina, eu conheço várias pessoas diferentes toda semana”, afirma Matheus.

Ser caroneiro ficou mais fácil. Se antes o motorista era um desconhecido total, hoje em dia, pelos grupos do Facebook ou aplicativos de carona dá pra saber detalhes do carro, ter acesso a informações pessoais, e até as preferências. No aplicativo, tanto o motorista quanto o caroneiro preenchem um questionário com perguntas que variam desde o gosto musical até a possibilidade de diálogo no trajeto.

A estudante de Veterinária também da UFV, Amanda Ferrugini trocou as viagens de ônibus semanais para Juiz de Fora pelas caronas. “Só viajo de carona agora. Os horários são mais flexíveis, é mais rápido e muito barato”, disse. Mas antes de embarcar são necessários alguns cuidados: “eu pego o número do telefone de quem oferece carona, a placa do carro, a cor, e sempre pergunto se vai mais alguém no carro. Nunca viajo sozinha com o motorista”, disse Amanda.

O processo para conseguir a carona nas redes sociais é simples: uma pessoa publica o trajeto e o dia que deseja pegar ou oferecer a carona, junto com o preço. Os candidatos a acompanhantes de viagem se manifestam e as caronas são combinadas. Em muitos casos, as caronas ficam fixas e o risco de segurança é menor, já que a pessoa se torna conhecida.

carona-corporativa-reprodução

Segundo o Cabo Roberto Vasconcelos, da 90° Companhia de Trânsito da Polícia Militar, os cuidados para qualquer tipo de carona devem ser os maiores possíveis. “Pegar carona é entrar no carro de um desconhecido, e não é seguro para nenhum dos lados, pois não se sabe  as intenções da pessoa”. Atitudes como pedir a uma pessoa de confiança para acompanhar até o carro antes de entrar, pegar os dados pessoais do motorista ou caroneiro e entregar a alguém próximo e nunca viajar sozinho, são precauções necessárias. Além dos riscos de segurança, segundo o Cabo, há uma lei no Código de Trânsito Brasileiro que proíbe o transporte remunerado de pessoas sem exclusividade para isso, o que tornaria as caronas solidárias irregulares, já que é cobrada uma taxa.
A assistente social Mariana Costa trabalha em Conselheiro Lafaiete, e sua família reside em Juiz de Fora. Toda semana Mariana faz o caminho da ida e da volta levando entre dois e três passageiros, e afirma que só teve problemas uma vez. “Deixei de levar um menino porque fiquei desconfiada de que o perfil dele no Facebook era falso, e se não inspirar confiança é melhor não arriscar”, disse. Hoje em dia, Mariana leva um caroneiro toda semana de forma fixa, o estudante Iggor Matos. “É muito melhor, porque vou e volto quase pelo preço que pagaria uma passagem de ônibus, por metade do tempo”. Como é caroneiro fixo, Iggor e Mariana fizeram um acordo em que ele paga a taxa mensalmente.

carona (Grupo do Facebook “Caronas JF”)

 

 

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