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Como combater preços abusivos de eletrônicos no País

 

Postado em 04/05/2014 as 22:00. Por Jéssica Pereira

Atualizada as 16:33


O Brasil é o País que tem aparelhos eletrônicos entre os mais caros do mundo. Para especialistas da área econômica, os altos impostos é o principal vilão, o chamado custo Brasil e margens de lucro também influenciam neste quesito.

 

Veja alguns gráficos que comprovam essa realidade.

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De acordo com a economista Michele Fernandes, ao consumidor, resta contrapor os gastos. “A comparação entre viajar para o exterior e fazer as compras lá, pode ser mais econômico do que fazer as compras no próprio Brasil”.

 

O Brasil ostenta o título de iPhone mais caro do mundo, portanto, os consumidores já estão acostumado com a facada. Já disponível nas lojas, a versão mais barata do aparelho custa R$ 2.799, enquanto o top de linha sai por R$ 3.599. Só fica perdendo para o tão comentado PlayStation 4 e seus R$ 4 mil de valor. E o brasileiro, ou paga pelo preço cobrado, recheado de tributos e mais tributos, ou como lhe é característico, dá o seu jeitinho. E para quem deseja pagar bem (mas bem menos), há várias saídas, como comprar em sites no exterior ou viajar até para fora e voltar com seu equipamento.

 


 

Compras On-line

A vendedora Ana Paula Baumgratz optou por comprar lá fora há cerca de um ano, através de um site da China, o AliExpress. Ela fala sobre a sua experiência de “importar” produtos de fora.

Ana Paula já viajou ao exterior, mas prefere comprar aqui mesmo do Brasil por achar a burocracia mais fácil, já que voltar do exterior com a mala cheia pode render uma bela dor de cabeça e um gasto a mais por causa da Receita Federal.

Confira a entrevista completa.

 

Quem comprar via sites tem uma cota de apenas US$ 50 para gastar, caso ultrapasse o valor, os produtos comprados poderão taxados ao chegar ao Brasil.

Confira quais são os eletrônicos taxados ou não pela Receita. Font: Receita Federal. Gráfico: Jéssica Pereira

Confira quais são os eletrônicos taxados ou não pela Receita. Font: Receita Federal! Gráfico: Jéssica Pereira

 

Quem também optou pelas compras via site, foi a estudante Andréa Viana, que afirma confiar mais nos sites estrangeiros, do que os nacionais. “Prefiro esperar pelo produto, a não receber.”

Confira a entrevista completa.

 


Reclamações em Juiz de Fora

De acordo com o superintendente do Procon, Nilson Ferreira Neto, as principais reclamações registradas no órgão estão relacionadas à não entrega dos produtos e à entrega equivocada. “Com as orientações, o objetivo do Procon é orientar aos consumidores sobre as melhores formas e cuidados necessários nas transações online, e, assim, evitar problemas no recebimento das mercadorias”, afirmou o superintendente.

A primeira dica é a análise detalhada dos itens do produto a ser adquirido. Além do produto, é importante que o consumidor tenha conhecimento da política de privacidade da loja virtual e quais são os compromissos assumidos. Na loja virtual deverá constar razão social, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço e canais de contato, para caso ocorra algum problema depois da compra, facilitar na localização da empresa. Se o fornecedor não possuir essas informações, a orientação do Procon é que o consumidor faça a escolha por outra loja.

Outra importante conduta é imprimir ou salvar os arquivos relacionados à documentação que comprovem a compra e a confirmação do pedido, como, por exemplo, o comprovante de pagamento, o contrato e os anúncios das ofertas.

Escute a entrevista completa.


 

Compras no Exterior

Embarcar para fora e voltar com seu aparelho a preços “módicos” pode ser uma opção mais segura já que sites podem não entregar aquilo que vendem e o prejuízo acabar sendo maior que os impostos que terão que ser pagos ao chegar ao Brasil. Por outro lado, estes mesmos podem ser um empecilho, já que as taxas podem deixá-lo praticamente com o mesmo preço praticado aqui.

 

O técnico de informática Marcelo Souza foi aos Estados Unidos e trouxe vários eletrônicos. Mas já embarcou consciente que pagaria na volta.

Marcelo com seu Iphone comprado no Exterior. Foto: Aquivo pessoal

 

 

 

 

“Fui ao exterior e trouxe alguns aparelhos, como tablets e celulares, já sabendo que seria taxado. Esgotei e muito a cota de 500 dólares. Mas a minha intenção era revender estes produtos no país. A taxa seria incluída no preço de venda”.

 

 

 

 

A prática de ir ao exterior e trazer vários produtos para cá com fins de revenda tem se tornado uma prática comum. Basta uma pesquisa pelo Mercado Livre ou outros sites para descobrir vários eletrônicos dos EUA ou outras partes do mundo sendo vendidos.

 


 

Alugar Caixa Postal

 

Como mais uma opção de fugir dos preços abusivos, tem se popularizado o serviço de aluguel de caixas postais no exterior. A ferramenta é útil para quem vai comprar em lojas que não entregam no Brasil e que não poderá ir até o exterior. Sites como Shipito e Skybox permitem que o brasileiro alugue uma caixa postal lá fora, geralmente em Miami, e faça suas compras normalmente em lojas como Amazon e e-Bay. Após o envio do produto para este endereço americano, o site despacha a encomenda para o Brasil, sendo que o mesmo também pode cair nas garras da Receita.

Comprar no exterior pode ser um bom negócio, mas é necessário que cada um calcule bem o que vai comprar, seu preço e impostos. Pois, no aeroporto ou nos Correios, o Leão estará sempre pronto para dar uma mordida no bolso.

 

Confira alguns sites confiáveis

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Saiba mais: Como fazer compras confiáveis pela internet.

Dúvidas interessantes de consumidores.

Site confiável para compras internacionais.

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