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Militares e a Revolução

50 anos de golpe para alguns. Para os militares, 50 anos da revolução.

Elisa Macedo

Atualizado em 1 de abril

Há exatamente 50 anos o Brasil passava a ser governado por uma série de presidentes militares, com políticas conservadoras onde a “ordem e progresso” não deveriam estar somente na bandeira Brasileira.

Colégio Militar de Juiz de Fora Fonte: Acervo de Imagens do Google

Colégio Militar de Juiz de Fora
Fonte: Acervo de Imagens do Google

Entretanto, esse período também pode ser visto como uma época de repressão e, por isso, é conhecida popularmente como Ditadura Militar, ou Golpe. Discussão de pontos de vista e ideologias a parte, o 31 de março é uma data importante no calendário brasileiro.

A memória, entretanto, e o respeito pelos militares que participaram da revolução, continua a ser guardada por parte dos mais jovens que se encontram na ativa.

É o que conta o Coronel Paixão, que atua dentro do Colégio Militar de Juiz de Fora. Para ele, os homens que participaram do 31 de março são dignos de todo o respeito, uma vez que eles colocaram em cheque a própria vida para se construir um Brasil melhor.

De acordo com o Coronel, nenhum ato cívico deverá acontecer no Colégio Militar para lembrar a data, uma vez que os alunos se encontram em período de provas bimestrais. Para ele, o importante hoje é frisar na “formação do cidadão e formar os líderes de amanhã”, assim como é a missão do Colégio Militar fazê-lo.

De acordo com ele, os estudos de história é passado normalmente, dentro da grade curricular do Colégio que é semelhante das demais escolas. O Coronel ainda se orgulha em falar que hoje o Colégio Militar forma mais cidadãos civis do que pessoas que pretendem seguir carreira acadêmica.Sem título

Áudio Coronel Paixão

Saindo da área acadêmica interna do Colégio Militar, Marcos Alexandre, ex-integrante das Forças Armadas Brasileiras, diz ter profundo respeito pela carreira. Entretanto, desligou-se há 20 anos por não concordar com o período que chamaram de “redemocratização”.

Marcos, hoje acompanha ao longe a atuação do Exército Brasileiro, não acredita que o Governo Militar tenha sido positivo para o Brasil e que não haja motivos para comemorar essa data. Segundo ele, esse período “causou mudanças na organização política do país, bem como na economia e na sociedade. Algumas até positivas num médio prazo, mas que, com o passar dos anos, foram se tornando pesadelos”.

Marcos, agora cidadão civil, que trabalha na área de Comunicação Social, conta sobre sua relação atual e descrença na realidade do Exército Brasileiro, mas ressalta valores que continuam a permear o seu dia-a-dia.

“Minha relação hoje é de militar da reserva, um observador da deterioração da força. Do meu período, ficaram os ensinamentos de disciplina e sentido de equipe.”

 

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