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Entre na roda!

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Luana Alencar

Publicado em 09/12/13

 José Carlos Aronchi de Souza é o criador da Roda dos Gêneros, proposta apresentada no terceiro dia do Colóquio Internacional de Mídia Digital. Mestre e doutor em Comunicação, ele trabalha atualmente no desenvolvimento de produtos de inovação em plataformas múltiplas, para veiculação e suporte de audiovisual. O JF Hipermídia conversou com ele sobre sua trajetória de trabalho e pesquisa no campo de televisão.

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Luana Alencar

  1)      Professor, há uma discussão a cerca da TV digital,até que ponto seria televisão ou não. Qual sua opinião sobre isso?

R: Na minha opinião é que continua televisão, mas agregando outras funcionalidades. Eu acho que isso é tão certo que, a televisão, ela continua sendo objeto de desejo das famílias que querem, por exemplo, comprar uma nova televisão para a copa, uma nova televisão para os eventos. Então a televisão não perdeu essa função de ser televisão…

2)      E quando surgiu essa vontade de estudar televisão digital?

R: Bom, eu já venho dessa área um bom tempo, antes de me formar em jornalismo, na graduação. Eu já trabalhava com vídeo. Depois eu fiz meu mestrado fazendo uma pesquisa sobre gêneros e formatos, depois no doutorado também abordei esse tema  telejornalismo e, a televisão digital, chegou em um momento em que já havia indícios de que a tecnologia estava dominando a comunicação e, sem ela, sem a tecnologia, não se podia fazer nada. Eu fui acompanhando essa evolução  e quando a TV digital foi desenvolvida eu preparei um produto que está no mercado, que é a Roda dos Gêneros na Televisão Digital e estou desenvolvendo mais pesquisa para agregar conteúdo a esse produto…

3)      De onde surgiu essa ideia de criar essa roda interativa?

R: Essa ideia surgiu quando eu fiz uma consultoria para a TV Educativa…  que fez uma adaptação do meu livro para cinco programas para serem exibidos por professores da rede pública. Eu recebi vários e-mails e sugestões para desenvolver um produto que pudesse ser manuseado pelos alunos. Nessa intenção de fazer um produto eu já pensei, além de fazer um produto impresso, fazer um produto, desenvolver também um software. Isso foi decorrente das próprias discussões que foram feitas através do livro e chegaram a mim, através das sugestões. Ganhamos um prêmio em 2010.

  4)      E quais foram as maiores dificuldades em escrever o seu livro?

R: Reconhecer que precisava desse assunto na academia. Não tinha ideia de que esse tema carecia de material. Quando a gente faz um trabalho você pensa, claro, um assunto que você tem interesse, que você gosta, mas sem a pretensão de achar que ele é a melhor coisa do mundo. Tem outras pesquisas paralelas, tem outros livros publicados etc… Só depois de ter lançado o livro é que eu senti como as pessoas sentiam falta desse tipo de bibliografia. A primeira dificuldade foi vencer essa barreira pessoal mesmo… Outra dificuldade é a questão do financiamento. Para a gente financiar as pesquisas e fazer pesquisa aplicada são poucas as portas e precisa ser bastante empenhado para conseguir resultado. A última dificuldade, que está diminuindo cada vez mais, é a distância da universidade com o mercado. Com a chegada da TV digital as coisas estão sendo mais integradas.

5)      Você citou a importância da pesquisa. Para quem está se formando agora, quem está na faculdade, você acha que a pesquisa é um diferencial para um profissional qualificado?

R: É fundamental. É fundamental você obter na faculdade essa veia de pesquisador por que isso vai te ajudar muito a desenvolver os produtos que você vai fazer para o mercado. Se você vai ter uma vida profissional em qualquer que seja a área, se você tiver essa veia de pesquisa você consegue buscar mais informações e referencias para desenvolver o seu produto e, isso evidentemente o público reconhece.

6)      Você tem algum projeto que está desenvolvendo para o futuro?

R: O projeto que estou desenvolvendo agora chama “Geonarlismo”, onde eu classifico a geografia e a geometria do jornalismo na televisão. Esse projeto foi apresentado no SBPJOR , em Brasília, e minha intenção é criar um grupo de pesquisa que possa alimentar um novo site, uma nova roda, com essas ideias de que toda noticia tem uma geografia definida e uma geometria que alinha essa geografia e com isso forma-se figuras geométricas, onde se pode estudar a trajetória da informação na televisão

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Luan Alencar

https://soundcloud.com/luana-alencar-1/roda-1

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