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Internet se torna opção de crescimento para o comercio de JF

Setor cria menos vagas de emprego na cidade, mas comerciantes buscam maneiras de se manter em crescimento

Por Maristela Rosa

Publicado em 01/08/13

Segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), Juiz de Fora registou queda no número de criação de postos de trabalho. De acordo com o levantamento, o primeiro semestre de 2013 teve 39,08 menos vagas de emprego, se comparado com o mesmo período do ano passado. O Comércio é apontado como um dos setores que mais contribuiu para a queda já que, segundo o próprio Caged, o comércio da cidade perdeu, só neste primeiro semestre, 887 vagas de emprego.

Sérgio Costa, superintendente do Sindicomércio de Juiz de Fora, acredita que esses números não são alarmantes e que os próximos meses serão melhores para comerciantes e empregados. “O fato é que nós estamos entrando numa faze boa agora, segundo semestre, onde o comercio se prepara para a sua data de maior interesse, o natal. Então o comercio começa agora a contratar e preparar mão de obra. O mês de julho – mês de férias e o mês de agosto – apesar de ter o dia dos pais, não são bons para vendas. Então isto que o Caged registou é normal.”

Ainda sim, Sergio aponta que os comerciantes têm sofrido com a economia nacional, que se encontra instável e as altas cargas de impostos, que são atribuídas ao comércio. “O que incomoda as empresas e os empresários do comércio é a alta carga tributária, que às vezes prejudica o andamento do comércio. E o Sindicato tem isso como bandeira, buscar junto ao Governo Estadual a redução da taxa tributária, permitindo que os empresários consigam realizar a sua tarefa com menos impostos. Isso facilita no seguinte sentido, de propiciar também o aumento da contratação de mão de obra e, dessa forma, dar emprego, dar renda”.

Compra e venda em um click

Chico Rei

Buscando manter-se em uma curva de crescimento, muitas empresas da cidade têm recorrido à internet, a fim de expandir seu mercado. Nesse campo duas marcas se destacam: Chico Rei – loja de camisetas que está à cinco anos com vendas exclusivas pela internet, e Brownie do Rapha – loja de doces que tem sua lanchonete física na cidade, mas usa a internet para alcançar outras partes do Brasil.

Vitor Vizeu, gerente de comunicação e projetos da Chico Rei, explica que, apesar de o comércio de Juiz de Fora apresentar queda nas vagas de emprego, a loja vive uma realidade diferente. Segundo Vitor , a loja tem se mantido em crescimento, devido as especificidades da internet. “Se a gente estivesse trabalhando com uma loja física estaríamos limitado a praça de Juiz de Fora e talvez região. Mas, na internet a gente vende praticamente para todos os estados do Brasil. Por exemplo, nossas duas sedes são em Juiz de Fora, mas JF não está nem entre as cidades que a gente mais vende, talvez não esteja nem no nosso top cinco de vendas”.

Vitor conta como a Chico Rei começou:

Já a loja Brownie do Rapha está começando agora nas vendas online, as vendas presenciais ainda são o carro chefe do estabelecimento. Para a marca, a iniciativa de começar a disponibilizar os produtos da loja pela internet veio a partir da demanda dos próprios clientes. “Quando tivemos uma demanda nacional pelos nossos produtos, vimos a necessidade da venda usando a internet, para que todas as pessoas tivessem acesso aos nossos doces”, explica Glenio Pedroso, responsável pelas vendas online no Brownie do Rapha.

Brownie do Rapha  (logo) - CópiaPorém, as vendas pela internet não apresentam apenas vantagens. A Chico Rei, mesmo sendo uma marca conhecida nacionalmente, ainda lida com a desconfiança gerada pela falta de habito, que alguns têm, de comprar pela internet. “A questão é mais um certo receio que as pessoas ainda têm, sobretudo no nosso caso, que é venda de vestuário. Então, algumas pessoas ainda tem aquele preconceito de comprar roupa pela internet, sem poder experimentar, sem poder sentir a malha. Mas, essa é uma questão que a gente encontra e tenta combater isso proporcionando um serviço eficiente e dando voz a opinião do cliente”,conta Vitor.

No caso da Brownie do Rapha o problema, segundo Glenio, é a questão da entrega. “Como trabalhamos com o serviço terceirizado que é o Sedex, há risco é a entrega não chegar no prazo dado pela loja. Isso acontece, mais são raros os casos”. Ainda sim, a loja pretende expandir o seu cardápio nacional e aprimorar sua forma de venda pela internet. “Temos uma engenheira de alimento que trabalha no estudo para a melhora de envio, como enviar produtos com mousses e calda de chocolate, por exemplo”.

Sérgio Costa dá sua visão sobre o uso da internet pelos comerciantes

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