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Diga Xiiiiiiiiiiiiiiiiis!

Raíra Garcia – postado em 28/04/14

 

Até o dia 9 de maio ficam abertas as inscrições para o 3º Prêmio Funalfa de Fotografia e para a Amostra Fotográfica “Conexão entre estações” do Museu Ferroviário de Juiz de Fora. Coincidentemente ou não, os eventos são uma oportunidade para fotógrafos locais divulgarem seus trabalhos.

O projeto da Funalfa, é voltado para o evento Foto 14, exposto somente em agosto. O fotógrafo, que precisa residir a no mínimo três anos na cidade, receberá 4 mil reais para realizar a exposição, que deve ser inédita. Já o projeto do Museu Ferroviário, especifica o tema “uma das quatro Estações Ferroviárias de Juiz de Fora (ou mesmo todas elas): Central do Brasil (Praça da Estação), Leopoldina (Museu Ferroviário), Mariano Procópio (Centro Cultural Dnar Rocha) ou Estação de Igrejinha e a exposição está prevista para maio.

imagesMas será que a fotografia em Juiz de Fora é valorizada?  O jornalista profissional e repórter fotográfico, Oswaldo Luiz Calzavara atualmente ministra cursos de Fotografia na cidade. O fotógrafo se apaixonou pelas máquinas fotográficas à primeira vista. Passou por vários estados brasileiros e começou a dar aulas de fotografia na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e acabou retornando para Juiz de Fora com o mesmo curso, porém particular.

Com sua empresa, F8 imagem, Oswaldo explica que a fotografia é objeto de interesse de jovens curiosos, idosos querendo aprender algo novo e até de profissionais que buscam um aperfeiçoamento. Por isso, chama seu método de amador avançado, porque busca em seis finais de semana, ensinar tudo que é necessário para se tirar uma boa fotografia.

Mas para ele, Juiz de Fora é uma cidade difícil para muitos profissionais, incluindo os de fotografia: “A minha grande briga com meus alunos é quanto à cobrança. Muita gente se sente insegura para cobrar seus primeiros trabalhos […]. O que eu prego? Se a pessoa está insegura, que estude, se aperfeiçoe e faça de graça. E quando estiver seguro, cobre o valor que deve ser cobrado.” Oswaldo explica que para saber quanto cobrar, um fotografo precisa se basear na tabela da ARFOC (associação dos repórteres fotógrafos e cinematográficos), o que torna o trabalho justo para ele e para a classe. Para acompanhar a entrevista completa com Oswaldo, é só clicar aqui.

O fotógrafo Tauá Bittar de Oliveira Klonowski, se define um “fotógrafo de sorrisos” e desde seus nove anos ele é apaixonado por fotografia: “Eu gastava um filme inteiro fotografando praticamente nada, saia andando pelo jardim e com doze anos eu ganhei uma câmera de filmar”. Com dezoito anos, o fotógrafo comprou uma Canon, com a qual se sentiu finalmente livre para experimentar zoom, foco, mas foi quase o fim: “As primeiras mil fotos me deram vontade de vender a câmera e dizer: não nasci pra isso… horrível”. Mas Tauá aos poucos foi se adaptando e aprendendo cada vez mais e seguiu adiante em seu desejo de ser fotógrafo.

Seu grande momento na carreira, foi quando se envolveu com o Coletivo Sem paredes, ou Fora do Eixo como colaborador de mídia “Eu podia experimentar! Eu tive minha chance de estar como fotógrafo, ter crachá de fotógrafo e não ter a pressão de um fotógrafo”.

A partir daí, Tauá criou uma confiança em si próprio e começou a cobrar por seus trabalhos: “Toda vez que você cobra um tumblr_mz30ioAS2I1r6mab5o1_400trabalho para alguém […] você tem que saber pelo menos chegar nas expectativas da pessoa. […] Os primeiros trabalhos não foram cobrados, lógico, e eu fiz pra montar meu portfólio e também porque eu acho que não se cobra meio preço. Ou você cobra o preço que é, ou você não cobra”.

O tempo, as experimentações, as oportunidades, os cursos e a técnica trouxeram competência, mas ele próprio demorou para entender que a foto não é tirada com a câmera. É bem mais que isso: “a gente não fotografa com a câmera. A gente fotografa com o nosso olho e com o nosso coração. Muitas vezes você não precisa tirar a câmera da bolsa pra fotografar. É você saber olhar pra um momento e saber congelar ele na sua mente. […] A câmera é só o mecanismo que vai ser utilizado pra congelar aquilo ali”. Esse aprendizado veio principalmente quando Tauá ganhou de presente do avô, uma câmera completamente manual, que não tinha nem mesmo fotômetro e a partir disso ele passou a raciocinar em cima do que ele queria que a câmera capturasse.

Atualmente, o fotógrafo e seus dois parceiros, Igor Tibiriçá e Renan Tibiriçá, montaram a Oca Fotografia, que tem focado mais em shows. O estúdio se tornou uma espécie de coletivo dos três, o que os torna mais capazes a cada trabalho, tanto em nome, como em equipamento “Não é mais uma foto do Igor, ou do Tauá, é uma foto da Oca”.

Tauá deu algumas dicas para quem está começando com fotografia, querendo acompanhar, é só clicar. E se você ainda está pensando em começar, pode dar uma conferida nesse link para começar a entender o mundo da fotografia.

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