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Ano novo, velhos gastos

Rebeca Trece

Postado em 06/01/2014

As celebrações de ano novo costumam perder a graça, para muitos, logo nos primeiros meses, na medida em que, após os gastos com as festas de virada, é preciso se comprometer com contas inadiáveis e necessárias, como o material escolar, o IPVA e o IPTU. Segundo o economista Guilherme Ventura, a forma como essas dívidas interferem no planejamento mensal é proporcional à renda de uma família e varia de acordo com o que cada uma delas possui, já que nem todas têm carros ou filhos, por exemplo. Por isso, poupar parte do dinheiro é uma das medidas a serem tomadas. Confira, no vídeo abaixo, as orientações do economista e como ele analisa o aumento do salário mínimo.

Guilherme Ventura, economista

Material escolar

Geralmente, não é possível realizar o parcelamento da matrícula escolar, diferentemente do que pode ser feito com o material, ainda que isso não seja o ideal. De acordo com o profissional, a pesquisa de preço e o pagamento à vista são as melhores opções para não se endividar. “É muito comum conseguir bons descontos para o pagamento à vista quando você faz comparações e tenta bater um fornecedor com o outro”.

Contas de início de ano exigem planejamento.
Foto: Rebeca Trece

Essa é uma prática comum da empregada doméstica Lídia Bissoli, mãe de dois filhos: João Victor, de 8 anos, e Clarissa, de 5 anos. Segundo ela, o gasto anual com cada uma das listas é de cerca de R$ 200,00 – sem contar as mochilas –, mesmo optando pelos itens mais baratos. “Compro sempre na loja que estiver mais em conta”, diz.

Lídia também afirma que é “sortuda” porque os pequeninos não são exigentes com relação ao material escolar. “Faço as compras sozinha e, quando chego em casa, eles ficam muito satisfeitos com o que ganharam”. Mesmo assim, ela garante que costuma agradá-los, comprando um dos cadernos com a capa do personagem preferido ou um lápis da cor predileta.

As compras são, ainda, devidamente programadas, reitera Lídia. “Eu me planejo durante todo o ano porque sei que, em janeiro, terei esse gasto extra”. No que se refere à forma de pagamento, a mãe conta que prefere quitar, à vista, as despesas se a loja oferecer um bom desconto. “Se não, pago de três ou quatro vezes”.

Confira algumas dicas para se planejar e economizar.

IPVA

Em 2014, os contribuintes que decidirem quitar, à vista, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) terão 3% de desconto. Já aqueles que preferirem dividir o tributo poderão fazê-lo em três vezes, com vencimento em janeiro, fevereiro e março.

Segundo o economista Guilherme Ventura, o parcelamento nada mais é do que “um financiamento do IPVA junto ao próprio governo”. Essa opção, no entanto, possui uma taxa de juros embutida que equivale, este ano, ao desconto de 3%. Nesse sentido, ele acredita que “o pagamento à vista vale a pena para aqueles que têm recursos disponíveis e que podem ser sacados sem comprometer uma reserva estratégica”.

Para o motorista e publicitário Pedro Bernardes, esta é sempre a melhor opção. “Costumo guardar o dinheiro durante todo o ano porque acredito que o desconto, de certa forma, vale à pena”. Ele frisa, entretanto, que os valores são altos e mal empregados, “como acontece com todos os impostos no Brasil. A maior parte dos gastos que tenho com meu o carro são por conta de buracos e vias mal sinalizadas”.

Por isso, Pedro acredita que o tributo deveria ser “realmente investido em ruas bem asfaltadas e estradas duplicadas, sem a cobrança de pedágios, o que faz com que a gente pague pelo mesmo serviço duas vezes”, pondera.

A Secretaria de Estado de Fazenda disponibiliza um menu de orientações e serviços. Os contribuintes podem consultar o valor do IPVA aqui.

IPTU

O valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), assim como o IPVA, varia conforme a cidade onde o imóvel está localizado e é calculado sobre o valor da propriedade. De acordo com Guilherme, mesmo que seja possível estender o parcelamento dessa taxa, o ideal ainda é realizar o pagamento à vista.

Mayara Oliveira é advogada e possui dois imóveis em Juiz de Fora: uma casa no Bairro São Pedro e um apartamento no centro da cidade. Ela admite, no entanto, que não tem o hábito de economizar para o pagamento desse imposto e, no intuito de não comprometer, bruscamente, a renda dos primeiros meses do ano, opta por dividi-lo.

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