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Prática de lutas por crianças é questionada após lesão de Anderson Silva

Angelo Tosta

Postado em 08/01/2014 

Atualmente não é nenhum absurdo dizer o MMA (Mixed Martial Arts) é um esporte popularizado no Brasil. Apesar da façanha de ser tão popular e conquistar o coração do brasileiros como o futebol ainda ser apenas uma hipótese, os contratos milionários de televisão evidenciam a grande audiência dada pela população aos eventos do esporte.

Com essa popularização, todas as faixas etárias passaram a se envolver no contexto de luta, inclusive mulheres e crianças. É crescente (e acelerado) o número de participantes infanto-juvenis em academias de artes marciais espalhadas por todo o Brasil. E a prática envolve as diversas modalidades de artes marciais: jiu jitsu, muay thai, boxe, karate, krav maga etc. O antigo conceito de esporte violento e associado a brigas de rua veio se dissolvendo com o espaço na mídia e as diversas campanhas realizadas com a ideia de que quem luta não briga.

Forte imagem da lesão percorreu o mundo. Foto: globoesporte.com

Forte imagem da lesão percorreu o mundo. Foto: globoesporte.com

Mas se o MMA teve que lutar muito para conseguir, de certa forma, sua definição como um esporte no pensamento da sociedade, agora vai ter que superar outra barreira. A recente e gravíssima lesão do brasileiro Anderson Silva, um dos principais nomes do UFC na atualidade, abriu um precedente pra se perguntar até que ponto, principalmente para crianças, a prática do esporte é saudável. O lutador, ao aplicar um golpe em seu adversário, fraturou a canela, produzindo uma cena forte que percorreu o mundo (ver foto).

O professor e mestre de artes marciais, Carlos Silva, fala sobre o enorme crescimento do público infantil no mundo das lutas. De acordo com o profissional as próprias crianças gostam muito de participar do esporte, mas que todo o treinamento infantil é de um modo diferenciado, sendo este não preparado para uma luta de ringue. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo.

A pediatra Sueli Melich da Cunha afirma que “existe uma idade certa para começar a luta. É óbvio que não é saudável para uma criança lutar de fato. Mas o exercício acompanhado por um professor corretamente orientado geralmente evita lesões que podem prejudicar o desenvolvimento da criança. Mas ainda assim, é preferível praticar jiu jitsu, karate e modalidades mais regulamentadas”.

Sunamita Braga, 40, diz que não proibiria o filho de 7 anos de praticar o esporte mais tarde. Segundo ela ainda não está na época pelo menino ser muito novo, mas que, mesmo com o coração apertado, deixaria. Já Cláudia Costa, 40, diz: “se o meu filho tivesse interesse eu iria proibir no mesmo dia. Iria perder a paz com ele se machucando por diversão”.

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