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Casos de assédio moral são crescentes em Juiz de Fora

O assédio moral é um fenômeno tão antigo quanto o próprio trabalho. Na maioria dos casos, a humilhação, depreciação e opressão do funcionário é feita  por meio do superior hierárquico, com diferentes objetivos.

Em Juiz de Fora não é divulgada a quantidade de casos de casos registrados de assédio moral, mas segundo a chefe de fiscalização do trabalho, Jaqueline Borges, o número é crescente ano a ano. “O número é crescente, mas as pessoas muitas vezes confundem o assédio moral com algum desrespeito em particular. Um episódio solto não classifica assédio moral“, afirmou a chefe.

A psicóloga Fabiana Costa Carvalho explica que o assédio, por vezes, tem um objetivo por parte do chefe “a sede por aumentar a produção é cada vez maior, e em muitos casos os chefes recorrem à opressão para extrair mais produção do funcionário. Este é um pensamento equivocadíssimo, já que a opressão, na maioria dos casos gera revolta ao ambiente de trabalho, ao superior, e à função desempenhada, diminuindo o rendimento do funcionário. Tem os casos também, em que o objetivo é o oposto: fazer o funcionário desistir do trabalho, e pedir demissão por conta própria, Sem contar que a vítima, dependendo do grau do assédio, pode sofrer traumas para a vida toda”, afirmou.

assedio-moral1 (Danos que o assédio moral pode trazer ao funcionário)

A coordenadora da faculdade de serviço social de uma instituição particular, que preferiu não se identificar, processou a instituição por sofrer assédio moral sério. “O diretor da faculdade e mais três professores me trancaram em uma sala e me humilharam. Me sentaram em uma cadeira e ficaram a minha volta, depreciando meu trabalho. A partir deste dia, não me trataram mais como parte do corpo docente da universidade, e me excluíam de tudo, até das reuniões”, afirmou.

A professora foi demitida sem justa causa, semanas depois do ocorrido, e entrou com um processo judicial exigindo indenização pelos danos morais causados a ela. Segundo Jaqueline Pontes, nos casos de assédio moral, a vítima não deve pedir demissão. Deve ir até o sindicato dos trabalhadores ou ao Ministério do Trabalho, apresentar a situação e pedir um afastamento. Segundo ela, a legislação trabalhista permite que o superior demita o funcionário sem justa causa, mas se a pessoa já tiver entrado com o processo, a demissão só comprovaria o assédio.

assedio-moral-no-trabalho-danos-morais(Níveis de gravidade do assédio moral)

Para classificar uma situação como assédio moral, a opressão não pode ser um episódio em particular, a não ser que seja muito grave, como uma agressão física. Mas na maioria dos casos é caracterizada como uma série de episódios recorrentes, e as provas exigidas pela justiça em um processo de assédio moral, são testemunhais. Em muitos casos, além da indenização, a empresa é obrigada a disponibilizar atendimento médico, psicológico, e psiquiátrico a todos os funcionários que sofreram o assédio.

SONORA: ENTREVISTA COM JAQUELINE

 

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