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Mobilização dos trabalhadores: a greve é sempre a melhor alternativa?

Repórter: Valéria Fabri

Postado em: 28/05/2014

Professores municipais durante passeata. Uma das reivindicações dos grevistas é o cumprimento da Lei do Piso

Professores municipais durante passeata. Uma das reivindicações dos grevistas é o cumprimento da Lei do Piso

2014 ainda está no início, mas já é um ano marcado por luta e mobilização grevista. Em São Paulo os professores federais estão em greve há 35 dias. Em Salvador e São Luís, motoristas e cobradores de ônibus entraram em greve nesta terça-feira (27). Em Juiz de Fora, a situação não é diferente, professores das redes estadual e municipal estão em greve desde o dia 21 de maio e um indicativo de greve foi aprovado pelo sindicato dos professores da UFJF.

Este período reacende o debate em torno da greve: ela é sempre o melhor caminho para a mobilização? Para o cientista político Diogo Tourino “ao longo da história a própria ideia da greve foi encontrando alternativas, como a operação padrão do sistema de transporte, além disso, o movimento dos trabalhadores encontra outras formas de propagar informações e alcançar a opinião pública, sobretudo através da internet”. Mas ele ressalta que a greve ainda é a forma principal forma de mobilização dos trabalhadores.

A greve geralmente é critica pelos transtornos que causa à população. O estudante Célio Larcher conta que já enfrentou cerca de quatro greves dos profissionais da educação em sua vida escolar. Pra ele os prejuízos causados pela greve não são o maior problema “Sou a favor dos objetivos das manifestações grevistas em geral, mas não tanto em relação ao método que apresentam pouco resultado, fato é que as greves invariavelmente terminam com pouca ou nenhuma melhoria dentre as solicitadas”. Diogo Tourino ressalta ainda que “se uma greve não causa transtorno ela não causa impacto”.

 

Mobilização dos professores da rede municipal de ensino de Juiz de Fora

Mobilização dos professores da rede municipal de ensino de Juiz de Fora

 

 

 

A greve no Brasil

Antes considerada um delito, a greve passou a ser um direito dos trabalhadores em 1946. A partir de 1964, ainda que o movimento grevista não fosse considerado ilegal, entra em vigor a Lei de Greve, que aumenta o poder de intervenção estatal nos sindicatos. Durante o regime militar, várias tentativas de greve foram violentamente reprimidas. É a partir de 1988 que a Constituição passa a garantir o direito à greve para trabalhadores da iniciativa privada e pública.

Veja um breve histórico das greves no Brasil

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