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Aplicativo auxilia no controle da violência

Entenda como e por que denunciar violência doméstica contra crianças e adolescentes.

Iara Campos

Postado em 25 de junho de 2014

Proteja Brasil

Captura de tela do iPhone

Dados divulgados na última semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicefe pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência (SDH) estimam que cerca de 3,8 mil denúncias de violência e maus tratos à criança e o adolescente já foram registradas desde a criação do aplicativo Proteja Brasil, em 18 de maio.

O aplicativo é gratuito e pode ser utilizado em smartphones e tablets. Foi idealizado pela Unicef em conjunto com a SDH, com o objetivo de proteger a integridade de crianças e adolescentes durante a Copa do Mundo. Para isso, o app fornece telefones e endereços de delegacias, conselhos tutelares e outras instituições responsáveis pelo bem-estar dos jovens.

Segundo informações publicadas pelo portal do Correio Braziliense, até dia 21 de junho mais de 30 mil pessoas já tinham feito o download do aplicativo para celular e os registros de denúncias chegaram pelo Disque 100, que é o canal telefônico do governo federal que recebe acusações de violação de direitos humanos.

Veja aqui como baixar o aplicativo.

Violência doméstica contra crianças e adolescentes em JF

A preservação dos direitos desses cidadãos, em Juiz de Fora, é responsabilidade de vários órgãos que trabalham de forma integrada, dentre eles o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), o Centro de Referência Especializado em Assistência Social e o Conselho Tutelar. Todos eles recebem e encaminham denúncias, mas o último, que é normalmente acionado quando é feita alguma delação de abuso ou maus tratos à criança ou ao adolescente, tem também a função, de acordo com o conselheiro tutelar Wilson Nepomuceno, de pensar na prevenção e na antecipação à denúncia. “Por isso, a gente tem trabalhado proativamente, com ações de conscientização em escolas”. E, segundo Wilson, o retorno tem sido positivo. “Os pedagogos e os profissionais da área de educação têm detectado, às vezes, uma criança ou um adolescente mais cabisbaixo ou nervoso e têm encaminhado para o conselho tutelar. Através disso, a gente tem descoberto, ainda no início, a violência, o abuso, a exploração, os maus tratos”, afirma Wilson. 

Segundo a presidente do CMDCA, Valéria Martins, para que os órgãos responsáveis pela garantia dos direitos da criança e do adolescente possam realizar a sua função, é preciso que os cidadãos cumpram com a sua parte e não se calem diante de uma agressão. “A sociedade, muitas vezes, faz aquilo que a gente chama de pacto de silêncio, que é não denunciar. Ela não denuncia ou porque ela não consegue identificar a violência, por exemplo, uma violência psicológica ou ela silencia porque ela não quer se comprometer. Esquecendo que isso tem conseqüências sérias para a criança e para o adolescente”, comenta.

Os efeitos psicológicos da violência doméstica

Violência infantil

Imagem da internet.

De acordo com o psicólogo e coordenador do Núcleo de Estudos em Violência e Ansiedade Social da Universidade Federal de Juiz de Fora (NEVAS-UFJF), Lélio Lourenço, a violência doméstica tem implicações psicológicas no sujeito, e pode ser traumática, dependendo de como cada pessoa percebe a o ato violento. “Toda agressão é traumática, deixa um rastro, em algumas pessoas de medo ou de fobia, em outras, de raiva”, detalha. No caso de criança e adolescente, a situação é mais delicada. Além disso, segundo o psicólogo, a criança que sofre violência pode passar a ter “o referencial da violência”, o que significaria passar a pensar que tudo pode ser resolvido por meio da violência. 

Na entrevista a seguir, Lélio Lourenço explica como é o processo de formação do trauma e como a violência sofrida na infância ou na adolescência pode refletir na vida adulta.

Veja aqui, na íntegra, o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Denúncias de violência à criança e ao adolescente também podem ser realizadas, gratuitamente, pelo número: 0800-2837991

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