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Rotina de alunos da UFJF é afetada com greve

Postada por Daniela Ananias, em 30/03
Atualizada em 31/03, 10:25
Greve não tem data prevista para encerramento

Greve não tem data prevista para encerramento

Em greve desde o dia 17 de março, os técnicos administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora divulgaram nessa sexta que não há previsão de retorno das atividades. Durante esses quase 15 dias de paralisação o Restaurante Universitário, as bibliotecas do campus e a Central de Atendimento foram oficialmente fechadas. De acordo com a estudante do curso de Turismo, Vanessa Oliveira, os prejuízos para quem necessita desses serviços tem sido grandes: “eu preciso atualizar várias documentações para iniciar um estágio, mas com a greve e a demora do retorno estou correndo o risco de ser excluída do processo”. A estudante ainda lembra que além desses serviços existem outros que estão parados:”em alguns cursos nem mesmo a Secretaria esta funcionando, a maioria dos infocentros também está fechada. Se eu que já estou quase formando tenho ficado perdida pela falta de informações, imagina quem acaba de entrar na faculdade”, relata Vanessa.Como no caso de Vanessa, muitos alunos tem se sentido prejudicados com o movimento grevista.”Acredito que a questão mais delicada é a do Restaurante Universitário, muitos colegas que precisam almoçar na universidade acabam sendo obrigados a gastar até dez vez mais em uma refeição”, afirma Cristiane Daher, discente de enfermagem. Em busca de uma refeição mais barata, muitos estudantes acabam optando por um lanche no lugar do almoço: “tivemos que dobrar a compra de tortinhas de frango. Estamos observando que nossos clientes estão substituindo o almoço por salgados e principalmente por essa tortinha, que é algo mais próximo de uma refeição”, comenta o funcionário da Cantina da Educação, Nilo Sérgio Elias.
Aumento no movimento não é sinônimo de lucro para as cantinas 
Assim como acontece na Cantina da Educação, a do Direito, uma das mais centrais do campus, registrou um aumento significativo na demanda.”Acho que abamos sendo muito procurados porque servimos almoço. Fora da greve eu chegava a vender cerca de 40 refeições em dias de movimento bom. Essa semana vendi 62, uma marca realmente muito boa. Mas, o grande problema é a incerteza. Como os alunos acabam gastando mais ele s não podem almoçar todos os dias. No dia anterior ao que bati meu recorde de vendas havia tido uma retirada de apenas 20 almoços. Isso me gera um grande problema: nunca sei o quanto produzir. Ou tenho prejuízo ou produzo a menos e não desperdiço, mas perco a fidelidade do cliente que fica sem ser atendido”, lamenta sócio da lanchonete da Faculdade de Direito, Julio Cezar Schimittini.
Reflexo da necessidade de um serviço de baixo custo, o restaurante alocado no Centro de Vivência da Universidade, mesmo sendo de fácil acesso, não registrou nenhum crescimento significativo de demanda. “Na verdade, eu nem sabia que o Restaurante Universitário estava fechado. Nossas vendas estão dentro do esperado, nada que se destaque. Acho que isso se deve ao fato de nosso público ser composto, em grande parte, por pessoas que não frequentavam o RU. Também é nítido que a diferença de custo pode ser um entrave para os estudantes frequentarem diariamente nosso estabelecimento”, declara Walter Loures, gerente do estabelecimento.
Ao redor do Campus, houve quem se preparou para a greve e tem recebido um retorno positivo. É o caso do restaurante em que a Priscila Franco é gerente. Segundo a assim que ficou sabendo que haveria a greve reforçou os estoques para agradar os jovens. “Incrementei nosso cardápio com pratos que saem mais para o público jovem: batata frita, tortas e sempre um bombom para a sobremesa. Enxergo esse momento como uma boa oportunidade para fidelizar esses clientes sazonais. Mesmo que eles não venham aqui diariamente em tempos normais, podemos atraí-los em dias específicos”, afirma.
Situação para alunos noturnos é ainda mais difícil 
Somadas à todas as dificuldades que o movimento grevista têm gerado para os graduandos, quem frequenta a instituição no período noturno enfrenta maiores problemas. “Eu defendo o direito dos trabalhadores realizarem a paralisação, mas devem manter os serviços mínimos para que a sociedade não sofra grandes prejuízos. Como trabalho durante o dia todo, não tenho como dar andamento a processos que dependem de atendimento, pois eles só são feitos durante o dia”. Thomas Reis, que frequenta o curso de Geografia, destaca ainda que mesmo pedindo despensa do serviço por um dia não seria possível dar andamento a suas demandas: “já pensei em chegar no trabalho mais cedo, mas não adiantaria. Precisaria de me ausentar pelo menos três dias para ir ate o comando de grave solicitar uma autorização, busca-la no dia seguinte e no terceiro dia finalmente ser atendido na Universidade. E todas essas informações eusó consegui porque um colega foi lá durante o dia”. Veja no vídeo abaixo que durante o período noturno não há nenhuma movimentação no prédio Central da Universidade.
UFJF lamenta dificuldades enfrentadas por estudantes 
Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação, a Universidade afirmou que reconhece as limitações que a Greve dos Técnicos tem causado. A instituição reconhece o direito constitucional do movimento e diz observar de perto as negociações com o Governo Federal torcendo para o retorno das atividades normais o mais breve possível.
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