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Entre a arte e a ciência

Iara Campos

Postado em 16 de junho de 2014.

DSC08661Flores em aquarela e artefatos indígenas da Amazônia podem ser vistos na exposição “Margaret Mee – 100 anos de vida e obra”, no Espaço Cultural Correios de Juiz de Fora até o dia 09 de agosto.

Margaret Mee (1909 – 1988) foi uma ilustradora botânica inglesa, que realizou trabalhos retratando a flora brasileira e ficou conhecida por suas pinturas de bromélias da floresta amazônica. Enquanto esteve no Brasil, criou centenas de pranchas de ilustrações botânicas utilizando guache e aquarela, quarenta sketchbooks e quinze diários de viagem registrando detalhadamente suas jornadas.

A ilustradora fazia viagens à Amazônia muitas vezes sozinha e tinha a companhia apenas dos índios na floresta durante essas estadias. Faleceu em um acidente de carro, na Inglaterra, e teve suas cinzas espalhadas no Rio Negro, afluente da margem esquerda do Rio Amazonas.

Conheça um pouco mais sobre a “vida e obra” de Margaret Mee no vídeo abaixo:

Em homenagem à Margaret Mee, no ano seguinte de sua morte criou-se a Fundação Flora de Apoio à Botânica, que funciona no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A instituição defende a preservação de inúmeras espécies vegetais em risco de extinção e busca divulgar o trabalho da ilustradora, além de incentivar a formação de novos profissionais da ilustração científica e da botânica.

O documentário “Margaret Mee e a Flor da Lua”, produzido em 2013 sob a direção de Malu de Martino, busca retratar o trabalho e o legado da artista botânica que defendeu a bandeira do ambientalismo através da arte. Veja o trailer a seguir:

Segundo a coordenadora do Espaço Cultural dos Correios, Ana Lúcia Magalhães, “com o patrocínio do Correio e do Ministério da Cultura (MinC) também, através da Lei Rouanet, temos tido condição de mostrar obras belíssimas e raras que as pessoas da nossa cidade teriam condição de ver se fossem a São Paulo e Rio de Janeiro”. Esse é o caso de “Margaret Mee – 100 anos de vida e obra”, uma exposição patrocinada, trazida a Juiz de Fora especialmente para celebrar o mês do meio ambiente. “O objetivo dos Correios em trazer essa exposição no mês do meio ambiente é reforçar que nós temos que cooperar, a exemplo de Margaret, para que a nossa natureza continue viva”, detalha Ana Lúcia.

Contribuição científica

O legado da ilustradora botânica inglesa foi tanto para o meio artístico como também para a ciência. De acordo com a bióloga Juliana Mainenti, “apesar de fazer um trabalho mais artístico, Margaret Mee não se image007distancia da realidade do vegetal”.

Ao analisar as obras de Mee, Juliana afirma que as pinturas se enquadram como ilustrações botânicas por apresentar a preocupação com os detalhes e porque “ela se preocupa com características taxonômicas assim como ilustrações botânicas”. Por outro lado, “ela não parece considerar escalas e representações ampliadas de estruturas individualizadas”, característica comum às ilustrações científicas de vegetais.

Porém, isso não desmerece o trabalho da artista, que foi pioneira em divulgar a necessidade de se preservar o meio ambiente. “As ilustrações de Margaret Mee vêm divulgando a importância da ilustração artística para trabalhos científicos e, devido ao detalhamento das obras, é possível a identificação das espécies. O enfoque em espécies em extinção também possibilita uma movimentação para preservação e estudo dessas espécies”, detalha Juliana.

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