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Os perigos do mal uso de fones de ouvido

Daisy Cabral

Publicado em 20/11/13

Editado em 20/11/13 às 20hrs.

fone 2

Ilustração internet

Muitas pessoas gostam de ouvir música na ida e volta do trabalho ou dos estudos. Nos acalma e nos deixa felizes, além de abafar diversos tipos de poluição sonora como conversas alheias altas e barulho dos transportes. Ver pessoas utilizando fones de ouvidos dos mais diversos modelos e tamanhos pelas ruas se tornou ma cena comum no dia a dia. Os fones de ouvido se tornaram um acessório indispensável aos jovens do novo século ( e também a muitos adultos), pois cria uma trilha sonora para este mundo barulhento em que vivemos.

Com as novas tecnologias o fones estão se tornando cada vez mais portáteis e potentes. Exitem inúmeros tipos como os in-ears (intra- auriculares); os earbuds que ficam apenas encaixados no ouvido e são os mais comuns; os supra-auriculares, que ficam sobre a orelha e os headphones, aqueles “grandões”, este formato saiu dos estúdios e vem se tornando cada vez mais popular nas ruas.

A grande novidade da vez, que expandiu ainda mais o uso do acessório, são os fones de ouvido bluetooth que substituem os cabos por uma conexão sem fio, o que é prático, fácil de usar e transportar.

Mulher usando fones de ouvido bluetooth (imagem internet)

Mulher usando fones de ouvido bluetooth (imagem internet)

Todavia este hábito pode acarretar muitos dos danos à saúde auditiva  dos usuários chegando até à surdez. O otorrino, Irtes Fernandes, explica que o uso contínuo de fones de ouvido em alturas elevadas podem prejudicar a “ponte” transmissora dos estímulos sonoros, levando a um problema auditivo e em casos mais extremos à perda auditiva.

Estrutura auditiva humana

Estrutura auditiva humana

Na hora de ouvir suas músicas preferidas nos mais variados ambientes deve-se ficar atento:  a altura recomendada é a metade do volume máximo emitido pelo aparelho. Uma dica prática é perguntar às pessoas próximas se estão escutando o som que sai pelo seu fone de ouvido. Se sim, é melhor baixar o volume.

 Segundo a sociedade Brasileira de Otologia, a 85 decibéis, o tempo máximo de exposição por dia é de oito horas. Conforme o volume aumenta, o tempo de exposição tem de ser reduzido. A 115 decibéis, por exemplo, que seria ficar na balada perto da caixa de som, a exposição não deve ultrapassar os sete minutos.
Um dos mitos em relação ao fone de ouvido é que o fone de inserção (pequeno colocado dentro da orelha) seria pior que o de oclusão (externo). Na verdade os dois são prejudiciais, explica Irtes. “Os menores, por estarem em contato direto com o canal auditivo, podem agredir mais, mas tudo depende da equação formada pelo tempo de exposição e a altura do som, se a soma for negativa, ambos farão mal.”
Você deve ficar atento caso algo não vá bem com o aparelho auditivo, um dos primeiros sintomas mais comuns é o tinnitus, o conhecido ( e chato) zunido. Se você tem problemas para escutar o que alguém diz, em um tom normal de voz, estando em um ambiente com pouco ruído, é aconselhável procurar um fonoaudiólogo e diminuir imediatamente a intensidade do uso do fone.
Bom, mas nem tudo são espinhos, desde que utilizado na medida certa, os fones de ouvido podem trazer diversos benefícios para a saúde e o bem-estar. O fone é um excelente aliado para te ajudar a relaxar em momentos de estresse ou para aumentar seu pique na hora dos exercícios físicos.
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