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Rastros de memória contribuem com o futuro da história

Grupo de pesquisa resignifica relatos de história oral

Postado em 11/06/2014

Jésica Dias

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Integrantes do grupo de pesquisa – Memória e Comunicação

Disse o grande escritor inglês, Willian Shakespeare “lembrar é fácil para quem tem memoria, esquecer é difícil para quem tem coração”. Seguindo as linhas de pesquisa “cidade e memória”, “estudos da memória social” e “Mídia e memória”, o grupo de pesquisa Memória e comunicação surgiu para resgatar memórias que poderiam ser perdidas.

Professora da Faculdade de Comunicação e integrante do grupo de pesquisa, Cláudia Thome, conta de onde surgiu seu interesse em colaborar com a pesquisa. “Quando eu vim pra juiz de fora eu vim com o doutorado concluído na área de crônica buscando mesmo esse material que estava se perdendo no rio de janeiro. Daí Christina Musse, que é  a líder, me convidou pra fazer parte do grupo e foi muito gratificante”.

Há dois anos em atividade, o projeto de extensão visa, também, integrar vários campos do saber. “Temos trabalhado com o registro de depoimentos da história oral. Esse trabalho é novo pra quem é de jornalismo, porque o jornalista quer saber só o que vai entrar pra matéria. Quando você pergunta pra uma pessoa sobre coisas como, onde ela viveu, você registra rastros de um memória não só com uma importância pessoal, como também rastros da memória da cidade. É um estudo muito amplo, que passa por vários campos portanto se torna interessante para expandir conhecimentos” explica a professora.

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Registro da história oral

Mas esta é uma área que não interessa apenas aos mais antigos. Ana Clara Campos, 22 anos, conta como se interessou pela área. “O interesse pelo tema da ‘memória’ veio depois que entrei no grupo de pesquisa e estou gostando bastante. A memória, suscitada pelos depoimentos, pode ser utilizada em diversas áreas, como na psicanálise, no jornalismo, na história, no direito. É uma fonte de pesquisas muito rica” declara. Ana Clara diz ainda sobre como considera importante iniciativas como a da líder, Christina Musse. “É admirável a iniciativa de criar um projeto de extensão para a recuperação de arquivos e depoimentos de quem tenha um passado. Mas isso, eu acho importante que se tenha em qualquer instituição (universidade, família, grupo social) que queira consolidar uma identidade perante a sociedade, demonstrando sua própria importância na história”.

Quanto a essa opinião, a professora Cláudia parece concordar e ressaltar a importância do grupo para uma faculdade de comunucação. “A comunicação se insere nessa demanda grande na área de pesquisa da memória, inclusive a gente já tem grupos de discussão em congressos que tratam desse assunto, que agora é uma área interdisciplinar do saber. A Facom se posiciona então como uma faculdade que está preocupada com esse estudo da memória, se aprofundando nessa temática”.

Ouça a entrevista completa com Cláudia Thomé

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