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Museu Mariano Procópio aguarda reforma

Publicado por Jessica Lobato,  em 27/04/2014

O museu Mariano Procópio – MAPRO – está fechado para reforma desde 2005. Acontece que a população já é privada da visitação à quase 10 anos. Apesar desses 9 anos de inatividade do museu, a reforma ainda nem começou. A ministra da cultura, Marta Suplicy, esteve no ano passado em Juiz de Fora para visitar o MAPRO e firmou o repasse de R$ 2 milhões para a reforma. Além disso, uma emenda parlamentar foi firmada em março, repassando ao museu mais R$ 900 mil. Segundo o Diretor-Superintendente, Douglas Fasolato, no momento a  empresa responsável pela a reforma já foi selecionada mas a obra aguarda a aprovação da licitação.O aposentado Luiz Alberto Barreto, relembra que seu neto, Henrique, de 9 anos, ainda não conheceu o museu: “É uma pena ele não conhecer o museu, é como se faltasse pra nova geração um pedaço da história da cidade”. O museu Mariano Procópio é peça marcante da memória de Juiz de Fora, mas aos juizforanos cabe apenas mais uma pergunta: Será que dessa vez a reforma acontece?

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Vista aérea do terreno

O museu Mariano Procópio, é o primeiro museu fundado em Minas Gerais. Considerado um dos principais acervos do país, possui aproximadamente 50 mil peças. É composto por 2 prédios e um parque: A Villa Ferreira Lage, o Prédio Mariano Procópio e o Parque Mariano Procópio.Foi fundado em 1922 por Alfredo Ferreira Lage, filho de Mariano Procópio.

A história

A história do museu está ligada ao surgimento da Estrada União e Indústria , que une Juiz de Fora a Petrópolis. Mariano Procópio, engenheiro e responsável pela estrada, mandou construir a Villa Ferreira Lage para abrigar Dom Pedro Segundo, que inauguraria a rota. Para a construção Mariano escolheu um terreno situado no coração da cidade na época. A Villa Ferreira Lage foi construída enfrente ao hotel que atenderia os usuários da União e Indústria. Como a construção não ficou pronta a tempo, Mariano Procópio teve que hospedar a família imperial em sua própria casa.

A Villa foi projetada e construída no estilo renascentista pelo arquiteto alemão Carlos Augusto Gambs, e situada no alto de um parque de 78 mil m². O Parque Mariano Procópio, que valoriza a flora exótica e brasileira, foi considerado pelo naturalista suíço, Jean Louis Rodolphe Agassiz (1807/1873), especialista em geologia e paleontologia, como “o paraíso dos trópicos”.

Com a morte de Mariano Procópio em 14 de fevereiro de 1872, o terreno foi herdado por seus dois filhos, Frederico e Alfredo Ferreira Lage. Na parte do Frederico, ele construiu um imenso palacete, com material todo vindo da Europa. Após sua morte aos 39 anos de idade em 1901, as dívidas provocadas pelas obras resultaram na venda do imóvel à Estrada de Ferro Central do Brasil, sendo posteriormente transferido para o Ministério da Guerra, que instalou no local a sede da Quarta Região Militar.

A vila e a parte superior do terreno foram herdadas por Alfredo, que tinha a intenção de abrigar ali um acervo que vinha colecionando a muito tempo. Com o aumento de sua coleção, graças à aquisição de peças em leilões no Brasil e principalmente no exterior – além de doações de figuras importantes.Alfredo viu-se obrigado a ampliar o castelo original, iniciando a construção de um prédio anexo (prédio Mariano Procópio).

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Tiradentes esquartejado – Obra integrante do acervo

Em 1921, marcando o centenário do nascimento de Mariano Procópio, Alfredo Ferreira Lage inaugurou oficialmente o museu na Villa. A vila conserva até hoje suas características originais, inclusive no interior. No mesmo ano a Princesa Isabel e o Conde D’Eu puderam estiveram na cidade para visitar o local. Foi quando Alfredo decidiu repassar todo o acervo para o município

A maioria das peças presentes no Museu Mariano Procópio refletem as influências culturais do século XIX e princípio do século XX, seguindo principalmente o gosto de Ferreira Lage. Trata-se de um dos principais acervos da período imperial brasileiro – em sua maior parte originário do Palácio São Cristóvão, antiga residência de D.Pedro II no Rio de Janeiro. A coleção de pinturas, gravuras e desenhos chega a um total de quase 2 mil obras.

Para saber mais sobre a história do museu clique aqui

O parque

O parque do museu Mariano Procópio está aberto para visitações. As obras de reforma do parque terminaram em 2008, quando o parque foi reaberto. Em 2005 toda a estrutura do museu – Villa Ferreira Lage, Prédio Mariano Procópio e parque Mariano Procópio, tiveram a visitação interrompida para a reforma. A reforma do parque foi concluída em 3 anos, mas o restante do museu continua fechado e ainda não teve a reforma iniciada.

No jardim da Villa, Mariano reuniu diversas árvores, arbustos e espécies vegetais brasileiras – muitas delas atualmente ameaçadas de extinção. Do enorme terreno arborizado que englobava a área onde atualmente localiza-se a Quarta Região Militar e o bairro Vale do Ipê – a chamada “Chácara de Mariano Procópio” – restam cerca de 88,200 metros quadrados. Com um lago, bosque e espaço recreativo. O parque foi aberto à visitação pública gratuita em 1934, quando a área passou para o controle da prefeitura.

Para conhecer melhor sobre o parque, clique aqui

 

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