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Aumento da longevidade reflete na saúde em Juiz de Fora

Repórter: Iara Campos

Postado em 09 de junho de 2014

Uma pesquisada Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgada pela Istoé indica que o índice de longevidade mundial aumentou em seis anos. Em Juiz de Fora, a população idosa tem crescido consideravelmente e, segundo Dados do DepartaDSC08604mento de Saúde da Terceira Idade de Juiz de Fora, 14% da população atual do município tem mais de sessenta anos. Isso corresponde a mais de setenta mil pessoas.

As políticas públicas voltadas à assistência ao idoso, em Juiz de Fora, são executadas através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social ao Idoso (CREAS – Idoso), que fornece serviços como assessoria jurídica e social, além de abrigos e casas de repouso para a terceira idade. No entanto, o crescimento da longevidade chama a atenção para a saúde da população.

O futuro da saúde do idoso

Segundo o médico e diretor técnico da Santa Casa, Gilberto Quinet, é notável o aumento da população acima de 60 anos. “Não é de hoje. Se nós percorrermos os hospitais de Juiz de Fora, vamos ver que tem inúmeros apartamentos e enfermarias com pacientes idosos. A CTI também está repleta de idosos”, detalha. Para Gilberto, a situação é problemática. Ele acredita que “se continuar do jeito que está, daqui a 10 ou 15 anos, essa população idosa certamente vai ficar desassistida”.

A organização Mundial de Saúde prevê que em 2050 pelo menos 25% da população será idosa. E a longevidade continuará a crescer. 21% da população mundial terão mais de oitenta anos. De acordo com Gilberto, “isso vai requerer não só uma capacidade instalada de atendimento ambulatorial, mas, principalmente, hospitalar. Nós não temos leitos para atender esses idosos a contento”.

Qualidade de vida na terceira idade

Para Elaine Maria Barbosa, coordenadora do Programa Mais Vida, que é um Centro de Referência do Idoso Frágil da Secretaria do Estado de Minas Gerais, quando se fala em saúde do idoso, não se refere somente a atendimento médico para controlar agravos crônicos e internações hospitalares, mas a estratégias para “manter esse idoso autônomo e independente”. Isso é parte do conceito de qualidade vida na terceira idade.DSC08624

Segundo Elaine, se o idoso perde a independência dele, toda a microestrutura social fica comprometida. “Por exemplo, se uma pessoa mora com a mãe idosa, trabalha e ganha um salário mínimo e a mãe ganha outro de aposentadoria, a partir do momento que houver dependência para tomar banho, para comer, restam duas possibilidades: ou largar o trabalho e cuidar dela ou negligenciá-la. E a gente vê as duas coisas acontecendo”.

Ainda segundo a coordenadora do Programa Mais Vida, essa situação cria um desafio para o gestor de saúde, que deve pensar a médio e longo prazo para locar os recursos no lugar correto. “É muito melhor do que daqui a três décadas ficar pagando 40 dias de internação coletiva e, no final desse longo período de internação, a pessoa ainda sair dependente”, comenta Elaine.

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