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Histórias de amor e superação

Você vai conhecer histórias de duas mulheres que estiveram face a face com o medo e carregam a alegria e a vitória da superação.

por Jéssica Dias

Postado em 16/06/2014

Mãe significa amor e só quem já é, sabe que muitas vezes, esse amor é incondicional. Amar verdadeiramente desperta um sentimento que só as mulheres conhecem: o instinto materno.

De acordo com dicionário informal, superação é a mudança de uma situação ruim para uma situção boa. Muitas mães já enfrentaram situações que inicialmente pensaram não ser possível lidar. Mas ser mãe, é também superar desafios e obstáculos que jamais imaginariam.

Mãe de primeira viagem

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Elita com seus filhos – Foto: Arquivo pessoal

A professora Elita Martins, é mãe de dois filhos, o Luiz e a Ana. Elita teve acompanhamento médico durante toda a gravidez. Mas nem mesmo
o pré natal evitou a surpresa que teve logo após o nascimento de seu primogênito. “Eu imaginei uma época que seria boa para engravidar, fiz planos, achava que já era independente e tinha tudo o que precisava. Quando ele nasceu, descobrimos que era cardíaco”. Ela contou ainda, que por ser mãe de primeira viagem, muitas vezes os médicos não davam atenção à sua queixa. “Durante o pré natal não descobrimos o problema dele, isso só aconteceu quando ele tinha três meses. Entao quando ele tinha crises, chorava muito e eu não sabia o que fazer. Muitas vezes eu ligava ou levava pra um pediatra e eles achavam que era ‘frescura’ de mãe de primeira viagem. Sofremos muito com isso”.

 

Você sabia que a cada 1000 crianças nascidas vivas, cerca de 10 são cardiopatas?

A mãe de primeira viagem teve de lidar com a insegurança e o medo do desconhecido. Ela precisou adaptar sua rotina e contou com a ajuda de pessoas próximas. “Precisei usar minha licença maternidade pra fazer acompanhamentos, usei férias que tinha direito e ainda precisei contar com a ajuda de amigos e parentes, porque além dos cuidados especiais, sempre tinha alguma viagem pra fazer. Essas pessoas foram essenciais para que eu não ficasse tão sobrecarregada”.

Elita precisou viajar para São Paulo, para que seu bebê fosse operado e recebesse acompanhamento. Ela revelou que os momentos foram angustiantes. “Foi muito difícil, porque a gente pensa que está preparado pra tudo e acontece isso. Me fez refletir se eu daria conta, se teria capacidade. Eu não sabia como lidar com a situação”. Apesar do trauma vivido, após alguns anos, e muita reflexão, Elita resolver engravidar de novo. “Foi uma decisão difícil. É claro que se minha filha viesse com problema nós a amaríamos da mesma forma, mas pensar na possibilidade de cuidar de dois filhos cardíacos, me deixou aflita. Graças a Deus a Ana veio saudável” desabafa.

Pequena guerreira

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Manuella nasceu com apenas 25 semanas – Foto: Arquivo pessoal

Em viagem de ‘segunda lua-de-mel’ e grávida de cinco meses, Fernanda Fernandes viajava com o marido pouco depois do pré natal de 20 semanas. Entretanto, algo não sairia conforme o planejado. “Estava grávida de 25 semanas, estava tudo bem comigo e com a bebê. Durante uma noite, porém, minha bolsa rompeu e minha filha nasceu”.

A primeira filha de Fernanda nascia, com apenas 25 semanas, considerada uma prematura extrema, medindo cerca de 29 centímetros e pesando 700 gramas. “O médico me disse que as primeiras 48 horas seriam as mais críticas. Se ela sobrevivesse nessas primeiras horas, as chances dela seriam maiores. Além disso, ela nasceu com os olhos colados. Se em 24 horas ela não abrisse os olhos, teria que ser operada. Deus foi tão bom, que no outro dia ela amanheceu com os olhinhos abertos” conta emocionada.

Apesar de vencer as primeiras horas, o quadro da pequena se agravou. “Quando minha filha estava com um mês, ela teve pneumotórax e várias paradas cardíacas. Ela quase morreu”. Fernanda conta que a UTI passou a ser sua segunda casa. “Foram 102 dias com ela na unidade de terapia. Era tanto tempo lá, que as pessoas passam a ser sua segunda família, porque as enfermeiras torciam e choravam comigo”. Mesmo em meio a tanta aflição, ela diz que não teve medo. “As pessoas me perguntavam se eu tinha medo. Mas eu nunca tive, sempre esperei o tempo dela. O tempo que fosse preciso estaria ali”.

Os dias se passaram e o quadro da pequena Manu foi melhorando. Quando a menina completou dois meses, a mãe fez algo inédito. “Fui em uma loja, comprei dois chaveirinhos das havainas, dei um banho de álcool neles e coloquei no pezinho dela pra tirar umas fotos. As fotos ficaram tão legais, que uma delas virou símbolo da UTI neo natal”.

Hoje Manuella está com sete meses. Ela ainda não sabe, mas mesmo pequenina, já enfrentou uma grande batalha e tornou-se uma pequena guerreira.

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