Skip to content

Estudantes chegam a gastar R$40 mil em formatura em Juiz de Fora

Por Matheus Engenheiro

O ritual da formatura costuma ser tão esperado pelas famílias e pelos próprios graduandos, que os levam a economizar, durantes anos, pequenas fortunas para a realização de festas, jantares, cultos, colações e aulas da saudade.

Segundo Michel Brucce, diretor de uma empresa especializada em festas e formaturas, as festividades podem custar de 3 a 15 mil reais por formando. Para uma turma de medicina, ele estima que uma mulher (por conta de vestidos, salão etc) deve gastar de 30 a 40 mil reais. O costume de realizar festas para marcar também a conquista dos diplomas de ensino fundamental e médio também tem aumentado; de acordo com Michel, se aproximando cada vez mais do nível de bailes da graduação.

Mirian Araújo, pedagoga, é mãe de 3 filhas e destaca a dificuldade de se planejar para atender às demandas de formaturas. Ela conta que as três tiveram festas no ensino médio e, agora, uma está prestes a se graduar. Como são 4 mulheres na casa, ela conta que aumenta o custo de vestidos e maquiagem independente de quem está formando. Confira a entrevista de Mirian para o JF Hipermídia.

Graça Treza, proprietária de uma loja de vestidos de festas, conta que nesse período do ano as vendas de vestido aumentam 20%. Ela explica que esse aumento se dá não pela busca de roupas para as formandas, mas para as convidadas. As próprias formandas compram o vestido com até um ano de antecedência, o que faz com que as vendas sejam uma constante durante os doze meses. O preço do vestido pode variar de 1500 a 9 mil reais. Graça explica que geralmente as mulheres preferem comprar o vestido a alugar; os homens tem o costume de alugar, pois, se comprassem os trajes, dificilmente usariam mais de uma vez. Escute a entrevista com a comerciante.

Em Juiz de Fora, formam-se de 6,5 a 7 mil pessoas por ano. Os números chamam atenção para o potencial mercado que surge entorno dessas festividades. Michel Brucce conta que elas ajudam a trazer dinheiro para a cidade e também fazê-lo circular. Ele classifica como turismo de negócios o fato de, como muitos estudantes não nasceram na cidade, pessoas vêm à cidade movimentando hotéis, lojas de roupas, salões de beleza etc. Esse dinheiro chega e atinge o  que ele chama de comerciante final juiz-forano (vendedores, esteticistas, cabeleireiros ) e fica na cidade, o que faz com que a riqueza se espalhe e movimente a economia. Além disso, Juiz de Fora tem atraído formaturas de outras cidades que não possuem infra-estrutura para eventos como esses; é o o caso do curso de medicina de Vassouras. 

Nessa época do ano, o período de formaturas, surgem mais oportunidades para quem quer trabalhar. Michel conta que cerca de 95% das pessoas que trabalham nas festas e cerimônias são free-lancers (trabalhadores temporários) e recebem de 80 a 150 reais por noite trabalhada. Uma festa de 5 mil convidados, por exemplo, são chamadas 400 pessoas para realizar os serviços de seguranças e garçons. São pessoas que, muitas vezes, possuem outra ocupação e buscam complementar renda. “Trabalham estudantes também. Costumamos ‘importar’ estudantes, pois os universitários daqui muitas vezes tem vergonha de trabalhar como garçon”, conta. Confira a entrevista completa com Michel Brucce, diretor de uma empresa de formatura da cidade.

Anúncios
Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: