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Embarcando para o futuro: vantagens e desvantagens de um intercâmbio

Por Letycia Cardoso

Cada vez mais cresce o número de estudantes que fazem intercâmbio acadêmico, com objetivo de ter um diferencial no currículo. Segundo a Associação Brasileira de Operadores de Viagens Educacionais e Culturais  (BELTA), o setor deve movimentar 5 milhões de reais só neste ano. Os interessados em uma experiência no exterior podem recorrer a agências de intercâmbio ou a programas oferecidos por universidades públicas. Alunos da UFJF, por exemplo, podem se inscrever no Ciências sem Fronteiras (CSF) ou na seleção da Secretaria de Relações Internacionais (SRI). O primeiro é um programa do governo federal, com intenção da internacionalização da ciência e da tecnologia, tendo como resultado o aumento da competitividade brasileira. Por esses motivos, para participar é preciso estar matriculado em curso específicos, como alguns das áreas de ciências exatas ou saúde. Além disso, dependendo do destino escolhido é necessário comprovar proficiência linguística.

Isabelle Barros comemora a aprovação em universidade estrangeira e mostra seu "cartão bolsista no exterior".

Isabelle Barros comemora a aprovação em universidade estrangeira e mostra seu “cartão bolsista no exterior”.

Aluna de engenharia de produção, Isabelle Barros embarca em junho para a Califórnia pelo CSF. Segundo a universitária, a decisão partiu da análise da grade curricular dos Estados Unidos, onde terá a oportunidade de estudar algumas áreas do seu curso mais especificamente e ter contato com grandes empresas.  Já Tamiris Fazza, graduanda em farmácia, escolheu cursar parte da faculdade no Reino Unido pois acredita que “uma universidade britânica pode abrir muitas portas”, isso porque terá contato com laboratórios e equipamentos de última geração. Ambas não deixam de citar a saudade da família como desvantagem, mas ressaltam que além de crescimento profissional, há o pessoal. “Tenho certeza que viver longe da minha família e em outro país, conhecer pessoas de diferentes culturas, sair da minha zona de conforto me proporcionará autoconhecimento”, afirma Isabelle. De acordo com as estudantes, o programa oferece ajuda de custos suficiente para todo o período de estadia, sendo assim concluem que as vantagens superam as desvantagens. “Estudar numa universidade de ponta, aperfeiçoar meu inglês, conhecer gente nova e conhecer a Europa serão experiências que levarei pra vida toda. Essa oportunidade é maravilhosa. Meus pais nunca conseguiriam bancar algo assim, então achei que não deveria deixar passar.”, ratifica Tamiris.

Gabriel Freguglia em Villa Montepaldi, Itália.

Gabriel Freguglia em Villa Montepaldi, Itália.

Gabriel Freguglia, futuro engenheiro civil, está na Itália pelo CSF, mas não se arrepende de atrasar sua faculdade, já que há matérias muito diferentes oferecidas pelas universidades. Ele menciona o fato mais marcante durante os oito meses que está em terras itálicas. Entrou em um estágio com o objetivo de, junto a um pesquisador, dimensionar um canal marítimo em escala que seria construído no laboratório da faculdade, a fim de otimizar pesquisas de engenharia marítima para a construção do porto  de Fiumicino, em Roma. Ao final, conseguiu desenvolver um projeto que economizava 30%  em comparação ao de um doutorando. Sendo assim, o trabalho foi escolhido como o mais adequado para a execução. “Hoje me sinto mais preparado para encarar a vida de forma independente, tanto no Brasil, quanto em qualquer outro lugar do mundo.”, conclui Freguglia sobre a experiência. Estudantes de humanas que não estão habilitados a participar do projeto federal, podem se inscrever no SRI. O programa não oferece ajuda de custos tão elevada mas, mesmo assim, vale a pena, segundo o coordenador de intercâmbio Thiago Coelli. Matheus Vital, estudante de Ciências Sociais, explica que, apesar do atraso de curso e da ajuda financeira insuficiente, resolveu optar pelo SRI para ir para Portugal porque era a maneira mais cômoda de ir para o exterior devido à bolsa oferecida para cursos de ciências humanas. Vital também ressalta a facilidade de estudar em uma universidade estrangeira devido à diplomacia promovida pela UFJF.

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