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Entrevista Giovana Bellini – ativista Direito dos Animais

Giovana e Cristal Giovana Bellini tem 29 anos e é formada em Publicidade. Ela atua na luta pelos Direitos dos animais há mais de 10 anos, independente de ONG. Durante dois anos, Giovana trabalhou na ong Anima & Natureza, mas depois preferiu continuar sua luta de forma mais particular. Seu animal de estimação é o Giba, um beagle de 13 anos – raça de cão utilizada nos testes do Instituto Royal em São Paulo.

“As ações de um ativista estão no cotidiano. Não uso couro, como carne muito moderadamente, já tentei ser vegetariana e agora há uns 6 meses estou mais uma vez tentando, espero que agora consiga definitivamente. Tomo cuidado sobre os produtos testados em animais, e sempre que vejo algum animal em situação de risco procuro fazer minha parte, seja resgatando e levando ao veterinário ou buscando ajuda com as autoridades.”

Além disso, para Giovana, sua luta é pelos animais de uma maneira geral, mas de certa forma, a atuação de quem está na cidade acaba ficando mais próxima daqueles que estão à sua volta, como cachorros, gatos e cavalos de carroça. Mas ela ressalta a importância de não deixar de acompanhar os trabalhos feitos pela defesa de animais selvagens, em extinção, etc.

Confira a entrevista na íntegra:

JF Hipermídia: Quando e como você começou a se interessar pelas causas dos animais?

Giovana – Não posso dizer que sempre fui uma defensora. Nunca tive cachorro, eu gostava mas minha mãe nunca permitiu que eu tivesse. Até que um dia fomos agraciadas com a visita de uma linda beagle da minha prima. Foi amor a primeira vista e pela primeira vez minha mãe permitiu que tivéssemos. O Giba escolheu nossa família e a partir daí começou a luta da família toda. Mudamos o olhar, a forma de tratar os animais. Isso foi há 13 anos atrás e desde então a cada dia lutamos mais, nos informamos mais, e procuramos sempre fazer algo de fato, mesmo que seja por apenas 1 animal que tiramos da rua e levamos para um tratamento. Sabemos que é pouco, mas já é uma vida.

JF Hipermídia: Na última semana, o Instituto Royal foi invadido por ativistas que lutam pelos direitos dos animais. Na sua opinião, até que ponto o ativista pode/deve ou não ter atitudes como esta? Por que?

Giovana – Atitudes como essas são comuns em várias partes do mundo. No Brasil nunca tinha acontecido. Esses testes são comuns, mas a ciência já avançou a ponto de ser possível fazê-los de outras formas. Os ativistas tentaram formas de entrar no Instituto, procuraram as autoridades, Ministério Público, ANVISA e nada foi feito. A partir do momento que se ouve gritos de dor, latidos de sofrimento eu não consigo mais julgar se é certo ou errado. Apoio as atitude deles, gostaria muito de ter sido uma dessas pessoas. O que eu acredito, é que qualquer ativista deve tentar até as últimas consequências salvar uma vida, e foi o que eles fizeram. Certos ou errados foram 178 salvas.

JF Hipermídia: Qual a diferença de um ativista que utiliza a tática “black bloc” para o manifestante que luta pelos direitor dos animais? E na sua opinião, quando cada uma das táticas deve ser usada?

Giovana – Acredito que são coisas completamente diferentes, mas que se uniram por um bem comum. Acredito mais na repercussão da presença deles como uma forma da mídia de marginalizar os protestos. Independente da presença deles, essas ações iriam acontecer, e devem sempre acontecer. As pessoas que amam os animais e são capazes de sentir o amor deles, lutam até o fim para salvá-los.

 

JF Hipermídia: Em Juiz de Fora, como você avalia a atuação das ONGs e instituições que lutam pelos direitos dos animais?

Giovana – Existem algumas ONGs e pessoas que dedicam a vida pelos animais. Temos muitos simpatizantes da causa que também colaboram. O principal que deve ser feito, em primeiro lugar é a castração desses animais. Algumas ONGs fazem esse trabalho. A nova administração pública tem olhado com mais cuidado para a causa. O canil municipal vem sofrendo reestruturação. No último dia 19 de outubro a Feira de Adoção promovida pela PJF teve 35 animais adotados, a secretaria de educação lançou uma cartilha contra os maus tratos. No fundo o que precisamos passar pras pessoas é o respeito por essas vidas. Educando as crianças e adultos também, e castrando para diminuir o índice de animais abandonados. Na minha opinião, ainda estamos longe do ideal, mas estamos caminhando para tal.

JF Hipermídia: Você acha certo fazer testes em animais? Por que?

Giovana – Não acho. Existem outras formas de fazer testes.  Já existem muitas marcas que não fazem testes em animais, em vários países essas práticas são proibidas. A abolição total dos testes em animais depende única e exclusivamente de nós consumidores. Nós devemos pressionar e exigir o fim da utilização de animais pelas empresas que ainda insistem em utilizar esse método retrógrado, ineficiente e cruel. Mas, mais importante ainda, é fazer com que as indústrias saibam do nosso descontentamento com seus métodos de pesquisa.  Nós devemos agora, lutar para que as empresas sejam obrigadas a ter o selo de uso de animais em teste.

JF Hipermídia: Quais as soluções para estes testes, na sua opinião?

Giovana – Existem alguns experimentos com pele humana in vitro, entre outras, muitos resultados de pesquisas já foram contrariados quando o produto foi exposto em humanos, o que comprova que tais testes não são 100% eficientes.

Entrevista por Karina Klippel

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