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Grafite e pichação: a arte urbana

Juiz de Fora é cada vez mais uma galeria a céu aberto, diversos desenhos estampam muros pela cidade e para muitos permaneça a dúvida: o que é picharão, o que é grafite?

Repórter: Valéria Fabri

Postado em: 07/07/2014

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Grafite no bairro Teixeira

A rua também é um lugar de manifestação de arte e ideologia. Em Juiz de Fora temos vários locais que funcionam como verdadeiras galerias a céu aberto. Entretanto, nem sempre o grafite foi tratado como arte e existem pessoas que não sabem a diferença entre grafite e pichação.

Veja aqui uma breve história do grafite

O grafite surgiu como uma contravenção, mas aos poucos foi ganhando espaço na vida da cidade. Muitos artistas juizforanos se dedicam a ela e existe até mesmo uma associação para auxiliá-los. Luiz Gonzaga começou no grafite em 2013. Ele  queria experimentar outras formas de arte “Acompanhava pelas mídias os ótimas produções de alguns artistas dessa arte pelo mundo, e comecei a me perguntar se o meu tipo de trabalho poderia ser também adaptado para as paredes e muros como o daqueles que eu admirava. Eu venho do desenho em nanquim e bico de pena sobre papel, das telas, dos sketchbooks. …Eu queria experimentar a parede; ver o que esse suporte poderia acrescentar à minha produção”.

Para Luiz a cena do grafite de Juiz de Fora é boa ” Tem bons artistas na cidade. Os trabalhos e os artistas estão espalhados pelas zonas. Há alguns anos ocorre um evento de encontro de grafiteiros na cidade, que se reúnem para grafitarem juntos num local. Certamente a tendência de praticantes e artistas aumente. Eu espero que a produção cresça ainda mais; principalmente na qualidade criativa”.

No Rio de Janeiro foi aprovada recentemente uma lei que regulamenta o grafite como arte.

Pichação

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Grafite na rua Francisco Bernardino

Diferentemente do grafite, a prática de pichar ainda é condenada pelo artigo 65 da Lei dos Crimes Ambientais, número 9.605/98. Basicamente, a pichação é uma assinatura de um ou mais pichadores, enquanto o grafite é um desenho. Mas o limiar entre grafite e pichação é tênue.

Para o artista Luiz Gonzaga a população da cidade sabe diferenciar o grafite da picharão “Sempre que eu saio pra fazer meu trabalho, pessoas chegam olhando, elogiando, querendo saber o que é ou o que significa o desenho… Ainda não me hostilizaram por estar pintando. Acho que as pessoas sabem sim diferenciar uma coisa da outra. Estando na rua, você está sujeito a qualquer coisa; por isso, particularmente me preocupo em realizar um trabalho que não ofenda as pessoas que por ali moram ou passam. Me preocupo em colocar um trabalho que acrescente ao local”.

Muitos criticam a pichação por danos causados a patrimônios públicos ou privados. O arquiteto Glauco Perobelli enfatiza que a leitura da paisagem é prejudicada pela pichação “as pichaçoes distorcem a leitura tanto da paisagem, quanto da arquitetura. Uma vez que uma parede é pichada, a compreensao da fachada é comprometida, por haver um elemento que nao foi pensado para aquela parede”.

Ainda segundo o arquiteto, outro problema relacionado à picharão é quando o alvo são os patrimônios culturais”qualquer vandalismo a um patrimonio de valor reconhecido danifica de forma não natural sua integridade fisica, forçando a um restauro, que é um ato mt complexo, pois se trata de manter um predio evidenciando as marcas do tempo e respeitando as qualidades arquitetônicas”.

Saiba mais sobre os códigos da pichação

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