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Internet e pornografia – pais em busca do controle sobre conteúdo acessado pelos filhos

“Pais de Juiz de Fora seguem o exemplo mundial: buscam meios para controlar o que os filhos andam fazendo na rede”

Por Elisa Macedo

Postado em 28 de abril

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Um problema para os pais da atualidade é o como controlar o acesso de crianças de adolescentes ao conteúdo pornográfico. Revistas já estão quase entrando no hall do VHS, conteúdo saudosista de mais para uma geração tecnológica.

Com a chegada dos DVDs e a facilidade de acesso ao conteúdo pela internet, o contato com conteúdo pornô tem se tornado cada vez mais precoce e frequente, segundo pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos por Gary Wilson.

Vasculhar guarda-roupas e olhar debaixo do colchão, são atividades que os pais substituíram por bloquear sites, instalar filtros e ficar bisbilhotando o que o filho faz na internet.

Ferramentas auxiliam pais a bloquear sites indesejáveis

Ferramentas auxiliam pais a bloquear sites indesejáveis

 

Ariane Toledo, 28 anos, estudante de direito e mãe de um filho, afirma temer que o ele tenha acesso a esse tipo de material. Ela não acredita que o filho já tenha tido contato com conteúdo pornográfico.

Ela ainda fala que é receosa quanto a possibilidade da criança de apenas 5 anos ter contato com o produto da indústria pornô, através da internet.

Para ela, o contato do filho com imagens pornográficas não seria positivo, pois poderia interferir no comportamento dele.

Alguns portais com conteúdo adulto têm em sua página inicial a famosa pergunta “você tem mais de 18 anos?”, outros já funcionam como o canal de vídeos do Youtube, em que não há advertência prévia para visualização do que está postado. Porém, essa famosa frase não é suficiente para afastar mentes tão novas e curiosas por novas descobertas.

A, que preferiu não se identificar, 24 anos, auxiliar de recepção, teve seu primeiro contato com conteúdo adulto quando tinha 12 anos, por meio de DVDs.

Ele afirma que só foi acessar o conteúdo no universo virtual depois dos 18 e no celular com 22 anos e brinca ao dizer que acredita que essa prática pode ter trazido algum prejuízo pra sua vida “agora eu vejo maldade em tudo”.

Já o entrevistado B, 23 anos, estudante de jornalismo confirma ser frequentador de sites pornôs. Ele conta que começou a acessar mais tarde, depois dos 15 anos, utilizando computador de lan house, para evitar problema com os pais.

B explica que foi aos 13 anos quando viu pela primeira vez um material com cenas de sexo. E, mesmo não tendo celular nessa época, que também não contava com um serviço de qualidade de internet para celular, ele chegou a fazer uso das salas de bate-papo por telefone, muito comuns no início dos anos 2000.

Eliane Bernardes, 36 anos, esteticista é mãe de uma menina de 10 anos. Ela explica que sua filha tem acesso a celular e internet desde os 9 e toma algumas medidas para controlar o que está sendo visto pela filha.

“Eu olho o histórico”, afirma a mãe que não acha que este tipo de conteúdo seja saudável para crianças e o controle de acesso deveria ser mais rigoroso, “acho que para ter acesso a sites assim, teria que ter um registro ou um bloqueio”.

Alguns pais sabem utilizar de ferramentas para bloquear determinados tipos de sites nos computadores, ou mesmo a utilização de senha.

Thomas Pereira, 23 anos, Técnico de informática, conta que sua mãe não sabia da existência desse tipo de ferramentas de bloqueio “e muito menos que eu acessava”, enfatiza.

Ele conta que viu uma “revista educativa” aos 12 anos de idade, “conteúdo adulto na internet eu tive contato com 15 anos”, diz o jovem que também não acha que esse costume desde mais novo tenha causado algum dano para ele.

O psicólogo P , que prefere não se identificar, ou gravar nossa conversa, por dar uma opinião diferente do que a área hoje é censurada por si mesma a fazer, comenta que a pornografia excessiva não é uma prática positiva para as pessoas, principalmente para crianças e adolescentes. Isso porque os indivíduos passam a se identificar mais com o conteúdo 3D do vídeo, do que com uma pessoa real.

P ainda fala que “ao desenvolver a associação entre prazer e estímulo visual, as pessoas viciadas em materiais pornográficos se distanciam da realidade. Passam a ser estimuladas apenas por altos padrões de estímulos visuais, perdendo com isso a sensibilidade ao contato real com o outro”.

A pesquisa de Gary Wilson, ficou conhecida no Youtube, após ser apresentada em um congresso para falar especificamente sobre os efeitos da pornografia no cérebro humano. Para saber mais a respeito, clique aqui.

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