Skip to content

Greve dos servidores da UFJF afeta setores administrativos

Laís Cerqueira, postado em 19/03/2014

Nesta segunda-feira, dia 17, entrou em vigor a greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A decisão foi tomada após uma assembléia geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf). No início deste ano, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) realizou uma plenária nacional que deliberou a respeito da questão da greve dos servidores em universidades de todo o país.

Greve Servidores

Reitoria da UFJF fechou suas portas

Segundo o coordenador do Sintufejuf, Paulo Dimas, os setores da instituição foram afetados e “a Universidade está toda em greve”. Serviços como a Biblioteca Central, o transporte gratuito interno de alunos e funcionários e o restaurante universitário pararam “de imediato”, afirma Dimas. De acordo com o sindicato, 80% dos servidores aderiram à greve.

A assessoria de comunicação da UFJF emitiu, em nota, a informação de que respeita a mobilização dos técnico-administrativos, está ciente de que a greve afeta o cotidiano da Universidade e está acompanhando a negociação entre os servidores e o governo federal.

Reivindicações
Uma das maiores exigências da mobilização é o cumprimento do acordo da greve de 2012, realizado com o governo federal. Além disso, estão entre as outras demandas importantes a revogação da lei da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), a igualdade de auxílios e ganhos em relação aos demais servidores do serviço público federal e a paridade total entre funcionários ativos e aposentados. Estas e as demais reivindicações serão colocadas em pauta durante as próximas assembléias de greve, marcadas para hoje, dia 19, às 9h, no Restaurante Universitário localizado no centro de Juiz de Fora, e no próximo dia 21, também às 9h, no Hospital Universitário, no bairro Santa Catarina.

Alunos da UFJF são prejudicados
O estudante do Instituto de Artes e Design (IAD) da UFJF, Vinicius Gomes Rodrigues, é natural da cidade de Caratinga, localizada em Minas Gerais, e reside em Juiz de Fora para cursar sua graduação. Ele relata que a greve dos servidores afeta seu orçamento. “Eu fico muito prejudicado nessa situação”, afirma. “Morar fora de casa já não é barato.”

Greve Servidores 2

Ônibus circulares estão parados; alunos contam apenas com a frota municipal

Sem serviços como o do restaurante universitário e a mobilização de veículos que circulavam pela UFJF, o aluno fica sem saídas. “Acabo refém de restaurantes aqui no centro que vão cobrar, pelo menos, quatro vezes o valor de um ticket”, conta. “Eu não faço aula fora do IAD sempre, mas quando tenho, vira um problema, sim, porque é tudo muito longe”, conclui.

Já a graduanda em Física na UFJF, Leisa Rios, está encarando dificuldades em relação à sua matrícula durante este período de greve. Além disso, a falta de acesso à biblioteca da Universidade também acarreta em prejuízo para a aluna, como ela relata em áudio.

Anúncios
Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: