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Aumento da conta de água prejudica diretamente os contribuintes

Leonardo Alves, Postado em 07 de abril de 2014

Conta de água sofre reajuste de 7,73%  (Foto: Leonardo Alves)

Conta de água sofre reajuste de 7,73%
(Foto: Leonardo Alves)

Os consumidores de Juiz de Fora terão surpresa ao receberem a conta de água e perceber que ela está 7,73% mais cara. Essa taxa foi fixada Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG) após uma série de cálculos e estudos realizados anualmente na cidade. A Arsae-MG é a responsável por regular e editar normas para a prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário – bem como da Companhia de Saneamento Municipal (Cesama).

O reajuste – aprovado pela Resolução ARSAE-MG 46 – se deve ao fato de a Cesama ter que pagar à agência pelos serviços de fiscalização no município um valor muito maior do que o pago no ano anterior. Em 2013 cerca de R$ 180 mil foi pago pelos serviços e neste ano o valor subiu para cerca de R$ 1,3 milhão. “Para chegar ao valor de 7,73% de reajuste no preço da conta de água, a ARSAE-MG levou em consideração uma série de despesas que a Cesama possui como, por exemplo, despesas com pessoal, energia elétrica, tributos, materiais, produtos químicos e a todas as variações de custo dos itens ao longo de um ano”, disse o assessor de Planejamento da Cesama, Mário de Araújo Porto Filho. A grande questão é que para o pagamento desta dívida, o contribuinte terá que colocar a mão no bolso no final das contas.

“Acho um absurdo esse aumento muito grande, porque a água nem sempre é tratada e nem sempre vemos os investimentos de despoluição da água na cidade. Quando pagamos nossa conta de água, pagamos por estes serviços que nem sempre nos são prestados”, disse a professora aposentada, Maria Aparecida Carvalho, moradora do bairro São Pedro.

A professora aposentada Maria Aparecida Carvalho não concorda com o aumento  (Foto: Leonardo Alves)

A professora aposentada Maria Aparecida Carvalho não concorda com o aumento
(Foto: Leonardo Alves)

A professora ainda diz que se previne para que não falte água em sua casa. “Além dos vários problemas na distribuição da água, muita gente sofre com a falta dela em Juiz de Fora. Na minha casa, optamos por ter três caixas de água para evitar a falta de água que tinha por aqui quando compramos o terreno. E não é porque temos esse reservatório, que vamos gastar mais água por isso”, afirma a aposentada.

Para o presidente do Sindicado dos Empregados nas Indústrias e Serviços de Purificação e/ ou Distribuição de Água e Serviços de Esgoto de Juiz de Fora-MG (Sinágua), Ednaldo Ramos, o valor da taxa é abusivo. “Nós da Sinágua estamos questionando esse enorme aumento, pois apesar da ARSAE-MG garantir que o valor pago à agência pela Cesama não vai ser pago pela população, sabemos que o consumidor é que vai acabar pagando. A Cesama sobrevive com a contribuição da população de Juiz de fora, por meio da conta de água e não de um fundo qualquer. O aumento de quase R$ 1,2 milhão vai gerar um imposto, que consequentemente vai afetar o contribuinte”, disse. Ednaldo ainda completa “A cobrança pode até ser legal, mas como opinião da Sinágua, acreditamos que ela é imoral, pois ninguém está tendo aumento de salário na mesma escala”, declarou o presidente da Sinágua. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

 

O jeito é economizar água

Para o economista Fernando Agra, o melhor jeito para evitar os gastos é se preocupar com o desperdício de água. “Esse percentual de reajuste (7,73%) é superior a inflação, que em 2013, foi em torno de 5.9%. Ou seja está havendo um aumento real, acima da inflação. Como a água é um bem essencial, as pessoas não podem ficar sem e acabam consumindo desenfreadamente. Tem que economizar no consumo de m³. Pela água ser uma despesa necessária em uma residência, o reajuste vai afetar bastante as pessoas com renda menor, com maior propensão a consumir (que gastam maior parte da renda com consumo). O prejuízo sempre fica com as classes mais baixas”, afirma o economista.

 

 O que será que as pessoas nas ruas estão achando deste reajuste?

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