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Projeto Patrimônios Móveis será lançado em agosto

Alunos da UFJF buscam um novo olhar sobre Patrimônios Históricos da cidade

Alunos da UFJF buscam um novo olhar sobre Patrimônios Históricos da cidade (Foto: Priscilla Helena)

Será lançado, até o final deste mês, o projeto Patrimônios Móveis, do grupo Juizforanos no Paralaxe, formado por alunos da UFJF. Aprovada na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Juiz de Fora (Lei Murilo Mendes) do ano passado, a iniciativa busca um novo olhar a respeito dos patrimônios artístico-culturais da cidade, além de despertar o interesse por parte da população para com essas construções.

Na etapa de idealização do projeto, o grupo, formado por graduandos do curso de Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design e do curso de Comunicação Social da Universidade, se organizou no estudo de cinco construções de Juiz de Fora que representam importantes fontes de pesquisa e preservação cultural, quais são: Câmara Municipal, Cinema Palace, Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas, Estação Central e Villa Iracema. Patrimônios móveis vem como uma forma de resgate da história desses locais.

Após quase um ano de estudo, os jovens reuniram todo o conhecimento sobre esses patrimônios da Manchester Mineira e criaram um canal informativo para ligar a população ao complexo histórico desses locais. Tudo isso no intuito de reforçar valores que muitas vezes se perdem no tempo. Seguindo a ideia de que o passado reflete o futuro, a conclusão do projeto consiste no envio de mensagem multimídia e mensagem de texto, através do mecanismo bluetooth e GPS, com informações e curiosidades sobre esses monumentos, para as pessoas que passarem próximo a um desses locais. “Nossa equipe está visitando esses patrimônios, onde estão sendo instaladas antenas de envio, para ver como vai ser a aceitação do projeto, quantas pessoas querem receber o conteúdo e quantas o ignoram”, explica a coordenadora do projeto e aluna do curso de Artes de Design da UFJF, Isis dos Reis.

Através de imagens e curiosidades, Patrimônios Móveis resgata um pouco do passado de Juiz de Fora (Foto: Priscilla Helena)

Através de imagens e curiosidades, Patrimônios Móveis resgata um pouco do passado de Juiz de Fora (Foto: Priscilla Helena)

De acordo com Isis, Patrimônios Móveis foi pensado inicialmente para que o olhar das pessoas passasse por uma mudança, a fim de evitar que o tempo e as depredações sofridas por esses monumentos fossem capazes de levá-los ao esquecimento. Para o lançamento do projeto, as expectativas são as melhores. “Estamos confiantes de que esses espaços vão ganhar mais visibilidade”, afirma.

Isis acredita que o corre-corre do dia a dia faz com que as pessoas não olhem ao redor, e vários patrimônios acabam passando por nós despercebidos. “Quando o projeto estiver em pleno funcionamento, por chegar direto aos celulares, notebooks e aparelhos similares, vai aguçar esta percepção. Bom, assim espero”, afirma. Isis ressalta que é de “extrema importância que tenhamos consciência do nosso passado, para que assim possamos entender o presente e criar um futuro melhor para a cidade”.

Isis dos Reis, coordenadora do projeto Patrimônios Móveis, explica como irá funcionar o projeto:

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A estudante Maíra Malta tem 17 anos e confessa que pouco sabe sobre os cinco centros estudados pelo projeto. Segundo ela, quando indagada sobre as construções, achou que seria fácil falar, mas não foi o que aconteceu. “O engraçado é que pego ônibus todos os dias em frente ao Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, mas nunca parei para pensar o que aquele lugar já foi antes de ser o que é”, afirma.

Caio Dias, 18 anos, é ator e ensaia os espetáculos teatrais no CCBM. Mesmo estando em contato com o local algumas vezes por semana ele afirma que pouco sabe sobre a história do lugar. “Olha, eu sei que antes era uma fábrica que foi destruída por um incêndio. Mas, o que se passou antes e depois disso até o CCBM ser este centro cultural, aí eu não sei não.”

Passando próximo a Villa Iracena, encontramos Taíssa Verdurinni, balconista de uma loja que fica na mesma rua da construção. Ao ser questionada se conhecia ou não a Villa Iracema, Taíssa foi enfática e disse que nunca ouviu falar. “Nem sabia que esse estacionamento era essa tal de Villa Iracema, muito menos que era patrimônio tombado”, declara Taíssa.

Para a turismóloga Marília Guedes, as construções históricas trazem em suas características, sejam na fachada, nos pisos, nas paredes, traços da nossa história. “Conhecer o que esses locais foram e representam hoje em dia é de suma importância, haja visto que a gente só consegue entender o que vivemos hoje, se olharmos para traz. Entender a nossa história, a nossa origem é espetacular”.

Marília ressalta que o desenvolvimento dessas tecnologias é um fator positivo para a integração da população com essas construções. “Hoje em dia as pessoas buscam todos os tipos de assuntos nas webpages. Porém, a grande quantidade de informação faz com que o conhecimento seja superficial. Com esse envio de informações conseguimos aproximar a sociedade á esses locais, e quem sabe despertar o interesse por um conhecer maior sobre essas histórias”, afirma a turismóloga.

Entender o passado é conhecer o futuro

Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM)

Onde é o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, funcionava uma das maiores fábricas têxtil da cidade. Inaugurada em 1888 por Bernardo Mascarenhas, produzia brin, algodão, linho e foi a primeira a utilizar energia elétrica e mão-de-obra de imigrantes. Nos anos 80, um incêndio destruiu grande parte do prédio. O prejuízo foi de mais de 500 milhões de cruzeiros. Em 1984, o monumento teve que fechar suas portas. Depois do fechamento, o prédio foi assumido pela Prefeitura de Juiz de Fora. Três anos mais tarde, o espaço foi reinaugurado e recebeu o nome de Centro Cultural Bernardo Mascarenhas.

EndereçoAvenida Getúlio Vargas, 200

Câmara Municipal

A Câmara Municipal foi comprada, em 1852, por três contos e 500 mil réis. No local, funcionavam a Câmara e a Cadeia Pública. O prédio foi idealizado por Barbosa Lima. Na sua inauguração, em 1878, contou com a presença do Imperador D. Pedro II. É uma das construções arquitetônicas mais importantes de Juiz de Fora.

Endereço: Rua Halfeld, 955

Estação Central

A Estação Central foi inaugurada em 1877. Ela foi construída por inciativa dos vereadores da câmera para ser ponto de desembarque da Estrada de Ferro D. Pedro II. A construção durou sete anos devido a problemas burocráticos. A Estação Central contribuiu para o surgimento de grandes indústrias na cidade.

Endereço: Conjunto da Praça Dr. João Penino – Praça da Estação.

Cine Palace

Inaugurado no final da década de 40, no local funcionava a Casa Cirino, um casarão destruído por um incêndio. Em 1984, O Cine Palace, patrimônio histórico municipal, foi fechado e permaneceu assim durante 15 anos. O prédio foi comprado pelo Banco de Estado do Rio de Janeiro, que pretendia instalar ali sua sede. Em 1999 foi reformado e ganhou o nome de CineArte Palace.

Endereço: Rua Halfeld, 581.

Villa Iracema

A Villa Iracema foi inaugurada em 1914. Na época, o casarão era chamado Villa Olympia, nome dado por sua primeira proprietária, a portuguesa Olympia Peixoto. A Villa Iracema foi a primeira casa construída em Juiz de Fora com piscina. O local é um dos grandes patrimônios históricos tombados da cidade.

Endereço: Rua Espírito Santo, 651.

Assista ao vídeo produzido pelos alunos do projeto Patrimônios Móveis

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