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Ensino de Libras ainda não é adequado em Juiz de Fora

Publicado por Daniela Ananias, em 30/04

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A Lei n.º 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, diz que todo curso de licenciatura deve ter sem seu currículo obrigatório a disciplina de Libras. Mesmo tendo passados mais de 10 anos, muitas instituições ainda não cumprem a norma. No caso da Universidade federal de Juiz de Fora ainda faltam alguns pontos. “Nesse momento estamos com um edital para a contratação de três docentes para oferecer a disciplina. Já oferecemos o curso para os aluns de letras e pedagogia e em breve vamos estender as vagas para os demais estudantes”, destaca o coordenador do Grupo de Estudos e Educação para Surdos e do Núcleo de Estudos e Pesquisas em educação e Diversidade, Carlos Henrique Rodrigues.

Professor da Faculdade de Educação, Carlos acredita que a adequação à norma é o primeiro passo para receber de forma ideal os estudantes que necessitam  de apoio. “Com a presença de novos profissionais poderemos evoluir varias questões. O vestibular, por exemplo, ainda não é oferecido na modalidade Letras Libras. E, para muitos surdos há uma enorme dificuldade de compreensão da linguagem escrita comum, o que acaba limitando o ingresso deles na instituição”.

 

Graduação em Letras Libras começa no próximo semestre

No próximo semestre a UFJF começa a oferecer o curso superior de Letras Libras. Será uma graduação completamente voltada para o ensino da linguagem e de métodos de educação través dela. A pesquisadora do assunto Luciana Miranda, acredita que a partir da criação do curso muitos deficientes que não tiveram acesso a o aprendizado da língua de sinais vão poder ser inseridos no ensino superior. “como o ensino de libras na educação básica também é algo recente, muitos adultos não tiveram acesso à ele. E é principalmente para esse público que o curso deve ser voltado. São pessoas que precisam  da Libras para o dia a dia”, comenta Luciana.

Assim como Luciana destaca a importância da priorização das vagas para os surdos, Carlos Henrique também defende que eles são a demanda mais importante. O Professor confirma que os deficientes terão prioridade: “segundo a estruturação do ingresso, haverá um direcionamento para que os portadores de limitações auditivas sejam os maiores privilegiados”.

 

Confira o áudio  de parte da explicação sobre o funcionamento do ensino de Libras na UFJF .

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