Skip to content

Cruzeiros marítimos movimentam economia

Rebeca Trece

Postado em 2 7/01/14

O número de viagens à navio – os chamados cruzeiros – tem crescido consideravelmente em todo o país, na medida em que os preços e as condições de pagamento estão cada vez mais acessíveis para qualquer classe social.

De acordo com o último relatório feito pela Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Brasil, Santos é o principal porto de embarque e desembarque, seguido pelo Rio de Janeiro. Búzios, Ilhabela e Salvador também merecem destaque.

Segundo o levantamento, viagens em alto mar movimentaram R$ 172,6 milhões no comércio varejista. Além disso, R$ 80,3 milhões foram gastos com transporte antes ou depois das viagens e R$ 30,5 milhões durante a viagem; R$ 155,1 milhões com alimentos e bebidas; R$ 67,6 milhões em passeios turísticos e R$ 16,4 milhões com hospedagens antes ou após o cruzeiro.

Em Juiz de Fora

Para Rosa de Oliveira, diretora e sócia-proprietária de uma agência de viagens da cidade, o grande diferencial dos cruzeiros marítimos é o próprio navio. “Você navega com todas as facilidades de um resort, isto é: boa gastronomia, excelentes serviços, atendimento de primeira, entretenimento de qualidade, além dos destinos incríveis”, pontua.

Com relação aos lugares, o Nordeste e a costa ocidental do Rio da Prata, região de Buenos Aires e adjacentes, têm preferência. A alta temporada é o período de maior movimento, mas, segundo Rosa, os brasileiros descobriram que a baixa temporada oferece benefícios e costumam optar por isso. “Os preços ficam mais em conta, os passeios, restaurantes e atrações são mais tranquilos e o atendimento melhora muito”.

Rosa não sabe dizer, no entanto, a média de cruzeiros promovidos pela empresa, na medida em que “o turismo vive de fases e tudo o que acontece reflete no lazer e, assim, as viagens são o primeiro corte nas despesas de uma família”, reflete. O medo também é um fator que influencia na decisão.

“É muito engraçado, porque algumas pessoas ainda pensam no Titanic, esquecendo que o acidente aconteceu em 1900 e desconsiderando que hoje a tecnologia impera em todos os segmentos, inclusive nos navios, cada vez mais modernos e seguros”. Nessas condições, Rosa orienta para que “os marinheiros de primeira viagem” não olhem para o mar a todo momento. “São muitas atividades e você até esquece onde está”, frisa.

A ocasião também exige roupas e comportamento adequados, o que varia conforme o destino. Segundo a agente de viagens, lugares mais quentes permitem roupas mais leves, desde que não se esqueça o traje social para “a noite do comandante”, quando um coquetel é servido e a equipe – staff – do navio é apresentada.

“Se o  destino for  Buenos Aires, Punta Del Leste ou Montevideu, roupas um pouco mais sóbrias são aconselháveis para que se possa descer nestas cidade e assitir um bom show de tango”. O respeito aos direitos e deveres de cada um também é essencial durante o convívio.

Rosa define, ainda, a importância de sua profissão. “O agente de viagens sempre tem histórias interessantes para contar. Nós lidamos com desejos de pessoas que, muitas vezes, economizam o que podem durante todo o ano para fazer uma viagem como essa. Por isso, temos que cuidar com carinho e atenção de cada uma delas que nos dão a oportunidade de proporcionar a alegria de concretizar seus sonhos”, finaliza.

Dicas

O Grupo de Estudos Técnicos de Infraestrutura e Operações da Abremar elaborou o Guia do Cruzeirista com o como objetivo de auxiliar os turistas desde a preparação da mala até a chegada ao destino contratado. A cartilha contém dicas como itens permitidos a bordo; documentação necessária aos brasileiros nas viagens nacionais, em cruzeiros na América do Sul e nos roteiros internacionais; procedimentos nos terminais; e orientações para embarque e desembarque. O documento completo está disponível para visualização e download no site: www.abremar.com.br.

A bordo

Talita Rodrigues é estudante e, no ano passado, esteve oito dias a bordo de um cruzeiro que passou pelo Rio de Janeiro, Santos, Salvador e Búzios. Para ela, o grande diferencial da viagem é a qualidade dos serviços. “É tudo muito bonito e luxuoso. É, realmente, um sonho”.

Os bons momentos, no entanto, só chegaram após dois dias de adaptação e mal-estar. “Fiquei muito enjoada por causa do movimento que ele faz. Até se acostumar, é difícil. A comida também é gostosa, mas só nos primeiros quatro dias. Uma hora ela cansa, já que o gosto é o mesmo, sempre, por não poderem temperar demais”, opina.

Os custos da viagem não foram altos e não afetaram o orçamento de Talita. Segundo ela, foi possível dividir o pacote – de R$ 2,5 mil – em uma entrada e mais nove parcelas. “É um investimento mais do que válido”, afirma a empresária, que pretende fazer outro cruzeiro no próximo ano – desta vez, internacional, como o de Renata Caminha.

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

Em 2013, Renata viajou pelo Mediterrâneo durante 15 dias. Para ela, o cruzeiro oferece comodidade ímpar. “O navio inclui todas as refeições e não há perda de tempo com deslocamentos, pois me divirto enquanto navego e visito várias cidades de uma única vez”. A engenheira em Telecomunicações pretende repetir a experiência para o mesmo destino ou outra parte da Europa.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: