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Órgãos de Juiz de Fora se posicionam contra a violência e machismo revelado em pesquisa realizada pelo IPEA

Monise Vieira

Postada em 02/04/2014

Na última semana o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma pesquisa polêmica que revela as percepções dos brasileiros a respeito da violência contra a mulher.

Duas das respostas à pesquisa realizada pelo IPEA

Duas das respostas à pesquisa realizada pelo IPEA

A polêmica vem do discurso contraditório e machista percebido através das respostas dos participantes. 91% dos entrevistados concordaram total ou parcialmente com a afirmação “homem que bate na esposa tem que ir para a cadeia”, entretanto, mais da metade (65%), concordaram total ou parcialmente, que “mulheres que usam roupas curtas merecem ser atacadas”.

O estudo, intitulado “Tolerância social à violência contra a mulher”, foi realizado pelo SIPS/Ipea (Sistema de Indicadores de Percepção Social) entre maio e junho de 2013 com 3.810 pessoas de ambos os sexos, de cidades metropolitanas e não metropolitanas das cinco regiões brasileiras.

Clique aqui e veja a pesquisa.

Combate à violência contra mulher em Juiz de Fora

Em Juiz de Fora, durante todo o mês de março, foram promovidas diversas atividades em comemoração ao mês da mulher. Entre elas a 2ª Marcha de Mulheres (que reuniu cerca de 70 pessoas no último sábado, 29), a entrega do Plano Municipal de Políticas para a Mulher, ambas organizadas pelo Conselho Municipal da Mulher, e um seminário sobre violência e Lei Maria da Penha, realizado pela Secretaria de Governo (SG), da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), através da “Casa da Mulher”.

2ª Marcha das Mulheres em Juiz de Fora

2ª Marcha das Mulheres em Juiz de Fora

Rose França que é coordenadora da Casa da Mulher em Juiz de Fora afirma que é importante fazer um trabalho preventivo e de proteção às mulheres que sofrem diariamente com a violência não só doméstica, mas também nas ruas.

A coordenadora ainda explicou como funciona a Casa da Mulher, que é um órgão da Prefeitura de Juiz de Fora e afirmou que as pessoas que estão inseridas em uma vida “normal” em sociedade não têm noção de números e do quanto as mulheres ainda são agredidas. Ouça o Áudio abaixo:

De acordo com Rose, atualmente a Casa registra uma média de 300 relatos de agressões mensais às mulheres de Juiz de Fora e região.

Para Carina Scaldini, que é integrante do Coletivo Maria Maria Mulheres em Movimento, apesar da existência da lei Maria da Penha e de vários órgãos públicos em defesa do público feminino a única forma de mudar a situação de machismo e violência contra as mulheres é através de uma educação não sexista. Ouça Carina:

Em outra Pesquisa realizada em 2012 e coordenada pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, o Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking de violência contra a mulher. Veja o estudo no link.

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