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UFJF expande as fronteiras do conhecimento

Com as recentes iniciativas, a universidade começa a dar os primeiros passos para se estabelecer no diálogo mundial da pesquisa acadêmica

Por Rodrigo Gomes

5 de junho de 2014

 

Desde 2011, o governo brasileiro tem tido investimento massivo na internacionalização dos estudantes e da pesquisa através do programa Ciências Sem Fronteiras. Até agora, foram distribuídas mais de 50 mil bolsas.
A UFJF figura nas estatísticas do programa com a participação em 423 bolsas, sendo elas 92% para alunos de graduação e 8% para pós-graduação. Para além dessa iniciativa, a universidade também lança os próprios editais de intercâmbio em sistema de cooperação com universidades de mais de 40 destinos espalhados pelos 5 continentes.
Esta dinâmica de internacionalização vinculada ao meio acadêmico vem crescendo e modificando a maneira de se enxergar e fazer pesquisa na universidade, não só fora como também importando esta nova prática, para dentro da universidade.

 

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Inês Garaza – Mestranda em Comunicação na UFJF

Inês Garaza, formada pela Universidad de la República no Uruguay, se encontra há 3 meses no mestrado em comunicação da UFJF. Ela conta que tem encontrado algumas dificuldades com a língua, mas já esta se adaptando. Além das aulas de português na Letras, tem conversado muito com os colegas de classe que sempre a ajudam, e, que aos poucos, também tem aprendido a língua espanhola com ela.

Garaza levanta um ponto importante na diferença da pesquisa acadêmica entre seu país de origem e o Brasil. “Aqui vocês leem muita bibliografia produzida e relacionada ao próprio país. Muitas vezes não compreendo alguma situação por citar algum programa de televisão específico.”, diz.
Segundo ela, isto é um ponto positivo, no entanto é necessário que se amplie o olhar para fora e assim compreender outras visões, até mesmo para estreitar os laços com a América Latina, por exemplo. Porém compreende a situação e justifica que a intensidade de produção de pesquisa nacional ocorre devido à grande extensão territorial do país, gerando grande demanda de pesquisa.

 

 

 A UFJF no exterior

O professor na Faculdade de Medicina da UFJF Alexander Moreira-Almeida têm sido um dos nomes que vem incentivando a cultura da internacionalização na universidade. Além de suas participações em eventos no exterior, em diversas oportunidades tem convidado especialistas de outros países para ministrar cursos e palestras, e estes, se impressionam ao notar a seriedade do trabalho desenvolvido por aqui.
Foi ele também que idealizou e criou o Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde (Nupes) da UFJF, demonstrando a importância do intercâmbio de informações na ciência.

Através do núcleo, vários especialistas e estudiosos de todo o mundo vem participando de debates e palestras no canal da tvnupes , que busca elucidar e acrescentar detalhes sobre o assunto que muitas vezes não recebe o tratamento adequado.
“No mundo inteiro o tema ciência e religião é tratado de maneira muito distorcida, principalmente pela mídia. O que mais se encontra são abordagens distorcidas, sempre relacionadas aos extremos. Ora há domínio total da credulidade, ora do cepticismo dogmático”, explica Alexander.

Com vídeos curtos e bilingues – tendo legendas em ingles ou português – pretende-se levar o assunto ao público de todo o mundo, com seriedade e de maneira leve e confiável.
Em apenas quatro semanas desde o lançamento, o canal do Nupes já teve visualizações em 34 países diferentes além do Brasil, carregando o nome da universidade para outros continentes.

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Visto o resultado positivo do projeto, Alexander destaca a importância de acreditar nos frutos dos trabalhos desenvolvidos na UFJF. Para ele, hoje não há como se falar de ciência séria sem existir uma interlocução forte com todo o mundo.
Ele ressalta a importância de se aperfeiçoar a língua, mais especificamente o inglês, considerado o idioma universal, para que se possa levar as pesquisas para o ambito internacional.
“Devemos perceber que nós podemos ser atores significativos nesse diálogo internacional e não sermos somente receptores de informações. Podemos produzir e levar nossas pesquisas, posições para o debate internacional.”

Com iniciativas como essas e se adequando a uma nova cultura de dialogo com o mundo , a universidade vai concretizando os passos para se internacionalizar e ampliar perspectivas de conhecimento.
Assim, a via de mão dupla se estabelece. O conhecimento é importado e exportado na mesma medida, e, quem cresce, é a ciência.

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