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Animais abandonados podem oferecer riscos

Postado em 09/06/2014

por Jéssica Dias

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados

Diz-se que o cão é o melhor amigo do homem. Pra ele não importa se você mora em uma mansão ou na rua, qual sua religião ou a cor da pele. Carinho, atenção e comida bastam para ganhar sua confiança. Apesar disso, são recorrentes os casos de maus tratos e abandonos.

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Canil Municipal está com capacidade máxima suportoda

Em Juiz de Fora, por ainda não ter um centro físico de controle de zoonoses, quem realiza a apreensão de cães e outros animais é o DEMLURB em parceria com a Secretaria de Saúde, com os objetivos de controlar as doenças transmitidas pelos animais aos seres humanos, evitar acidentes de trânsito, ataques às pessoas e maus tratos aos animais. No início do ano, foi divulgado que será construído um Centro de Controle de Zoonoses. O espaço será propício para o planejamento e a execução de ações de vigilância epidemiológica e entomológica e mobilização social.

De acordo com veterinária do Canil Municipal, Liza Nery, “os cães que são apreendidos e levados ao canil, passam por uma triagem, recebem medicamentos quando necessário e aguardam pelo menos por três dias por um possível proprietário. Após este período os cães recebem vacinas, vermífugos e são disponibilizados para a adoção”. A veterinária cita ainda uma lista de vantagens em adotar cães que sejam adultos, já que a preferência da grande maioria que visita o canil está a procura de filhotes. “Muitos dos animais que vivem no abrigo já estão na fase adulta, ou seja, eles têm idade entre 5 e 8 anos. Há muitas vantagens em adotar um cão adulto, pois o processo de aprendizado e adaptação é menos demorado. Além disso, os animais ficam mais tranquilos e menos dependentes” declara. “Se fica constatado que ele tem alguma doença como a raiva ou leishmaniose, infelizmente, eles são sacrificados”.

Saiba mais sobre a leishmaniose canina

UFJF

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Cães vivem nos arredores do instituto

Não é incomum ver animais abandonados, vagando pela UFJF. Mas um caso tem chamado a atenção de muitas pessoas que transitam especialmente próximo do Instituto de Artes e Design: cerca de quatro cães têm assustado alunos e funcionários. Eles constantemente avançam, latem, e até mesmo perseguem quem passa por ali. A estudante de Artes Karina Orquídia, 23 anos, conta como os animais foram parar ali. “Um moço que trabalhava no R.U. pegava carne e jogava pra esses cachorros que já estavam por aqui. Aí eles acabaram se acostumando e não foram mais embora”. Ela diz ainda, que algo deveria ser feito por eles. “Os alunos estão reclamando porque estão ficando com medo. Tem um cão que está cheio de sarna e está irritado, e ele late muito. Acho que alguma instituição deveria recolher, mas pra cuidar mesmo e depois serem adotados” declara.

Já o também estudante de Artes, Matheus Carvalho, acha que isso não é um prolema só do IAD. “Acho que não só por esse senhor que jogava carne aqui, tem a questão do lixo também. Apesar desse cachorro que tem avançado e assustado os alunos, é um caso a parte. Acho que esse é um problema de toda UFJF”.

Foi mordido por um cachorro? Saiba o que fazer

De acordo com assessoria da DEMLURB, por estarem em território federal, os animais não podem ser recolhidos pela “carrocinha”, a não ser que haja uma denúncia formal.

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, 20 milhões deles são cães. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. No interior, em cidades menores, a situação não é muito diferente. Em muitos casos o numero chega a 1/4 da população.

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Exemplos de vida

O Brasil não tem leis efetivas para defender os animais, principalmente de maus-tratos. Enquanto isso não acontece, restam exemplos como o do estudante Rayander Martis. Aos 8 anos de idade, presenciou uma pessoa jogando um cãozinho em um canal de esgoto. Ele provavelmente morreria de fome e sede, ou contaminado, pois jamais conseguiria sair dali. Porém, sem pensar muito,o garoto pulou no canal e resgatou o animalzinho e o levou pra casa. Após leva-lo ao veterinário, descobriram que além de paralisia nas pernas traseiras, ele era doente e não viveria por muito mais tempo. Isso não impediu que o garoto o abrigasse. “Quis dar a ele um pouco de amor no tempo que lhe restava” declarou Rayander. Hoje, aos 20 anos, ele tem outro pet adotado. “As pessoas gastam tanto dinheiro comprando cachorros e existem tantos pra serem adotados, precisando de um lar”. Ele reafirma ainda o porque de preferir a adoção. “Acho que os vira-latas são mais espertos, mais inteligentes e leais”.

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