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Bicicletas são uma alternativa saudável para a população

Laís Cerqueira, postado em 24 de março

Na última quinta-feira, uma audiência pública realizada através da Câmara Municipal de Juiz de Fora trouxe de volta à tona a questão de ciclovias e ciclofaixas destinadas a ciclistas na cidade. A audiência se tornou necessária após o requerimento dos vereadores municipais Chico Evangelista (PROS), José Fiorilo (PDT), José Márcio (PV) e Noraldino Júnior (PSC), que argumentaram a favor de melhorias para os cidadãos que fazem uso da bicicleta como meio de transporte. A reunião também contou com a presença do secretário de Governo, José Sóter de Figueirôa, e de convidados como o diretor-presidente da Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), André Borges de Souza, e o secretário de obras, Amaury Couri.

Segundo Figuerôa, será elaborado um projeto executivo a curto prazo, de custo estimado de R$600 mil, visando a criação de uma ciclofaixa entre a ponte do Manoel Honório e o viaduto Augusto Franco, que liga o centro de Juiz de Fora e o bairro Poço Rico. Para o vereador Chico Evangelista, outros locais da cidade têm maior fluxo e seriam mais qualificados para a obra, “mas só desse projeto ser apresentado, já é uma boa notícia para nós”.

Evangelista argumenta que não somente os ciclistas, mas toda a população seria beneficiada com implantação de propostas como a ciclofaixa. O vereador defende, por exemplo, a melhora e manutenção das condições das calçadas utilizadas pela população em suas caminhadas. “A importância da questão da mobilidade é muito grande”, afirma. “A bicicleta é um meio que ajuda tanto a vida do usuário quanto demais questões, como a ambiental. Quando você coloca mais bicicletas na rua, você diminui o número de carros, de lotação em transportes públicos, e até mesmo a poluição”, aponta. “Uma ciclovia ia favorecer muito a vida das pessoas e a mobilidade urbana, também.”

ONG juizforana apóia ciclistas profissionais e iniciantes
A organização não-governamental Mobilicidade  atua na cidade visando aperfeiçoar a relação de usuários de veículos não motorizados, especialmente os ciclistas, tanto entre eles quanto em relação às suas formas de manusear a bicicleta e se comportar no trânsito urbano. O diretor-presidente da ONG, Guilherme Mendes, conta que a ideia da organização é prever ações, fiscalizar e coordenar projetos que demonstrem o mérito que transportes à propulsão humana possuem em diminuir e melhorar o fluxo do transporte na cidade.

Mendes já pedalava quando se familiarizou com cicloativismo. “É um ativismo que defende e reivindica as leis e diretos dos ciclistas”, explica. “Nossa ideia é fomentar o uso da bicicleta em Juiz de Fora, promover campanhas de conscientização e educação no trânsito”, relata. O objetivo é “criar condiçõs para o ambiente ficar seguro, o que é importante tanto para o pedestre, quanto para o motorista e para o ciclista”.

O diretor da Mobilicidade, Kico Zaninetti, define a intenção dos trabalhos realizados pela ONG como meios de se “promover a cidadania usando a bicicleta”. “Uma cidade que tem um número maior de ciclistas é uma cidade que tem um trânsito mais seguro, cidadãos mais saudáveis, trânsito mais ameno e lugares mais agradáveis”, assegura.

“Precisamos de mais medidas educativas”, alega Zaninetti. “Antes de se criar uma estrutura, a gente precisa criar um forma melhor de se harmonizar no trânsito. O ciclista, em um trânsito com veículos motorizados, se torna uma peça mais frágil, e está no código de trânsito que os veículos maiores tem que proteger os menores”, lembra. “Nós tentamos promover essa noção, ensinar ciclistas a se comportar no trânsito para que se sintam mais confortáveis. É um processo de educação.”

Mendes concorda com a visão do colega. “O que a gente precisa é do respeito dos outros veículos e agentes do trânsito, para entender que a gente tem direito de estar na rua também, assim como qualquer outro veículo”, diz.

Um dos projetos da ONG que atua na demanada de orientação de ciclistas é a chamada Escola Bike Anjo, que ocorre em Juiz de Fora no segundo domingo de cada mês. “Na Bike Anjo, ensinamos a quem está começando ou recomeçando a pedalar, e é bem vindo até mesmo quem quiser trocar ideia sobre o movimento”, esclarece Zaninetti. “Qualquer pessoa, a qualquer momento, pode fazer uma solicitação no site por um acompanhamento no trânsito. Se a pessoa quer, por exemplo, pedalar da sua casa até o trabalho, nós vamos fazer esse caminho com ela, dando dicas de trânsito, de manutenção, mostrando onde é mais seguro e pedalando com a pessoa, até ela se sentir segura o suficiente para fazer o trajeto sozinha.”

Confira nas fotos e no vídeo abaixo imagens da última Escola Bike Anjo promovida pela ONG Mobilicidade e trechos da entrevista com membros da organização.

 

 

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