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Quem decide o que continua funcionando durante a greve?

Postado por Rafaela Carvalho, em 02/04/2014

Há pouco mais de duas semanas, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estão em greve. Alunos que ingressaram na Universidade nesse semestre ainda não tiveram acesso aos serviços do Restaurante Universitário e à Biblioteca, e a Central de Atendimento da Reitoria permanece funcionando em regime especial.

No início da greve, a Administração Superior da UFJF manifestou sua compreensão pela greve dos servidores através da Assessoria de Comunicação, mas informou que compreende que “interfere no cotidiano da Universidade”. A paralisação se iniciou dia 17 de março, primeiro dia de aula do semestre, e se estende desde então.

A insatisfação entre os estudantes é grande, já que serviços considerados essenciais como o Restaurante Universitário e a Biblioteca estão fechados. Mas como é decidido quais os setores que continuarão funcionando durante a greve?

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Portas da Reitoria estão fechadas

 

O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino do Município de Juiz de Fora (SINTUFEJUF), Paulo Dimas, explica que 30% dos serviços tem que continuar funcionando, e é o Comando de Greve que estipula quais setores continuam em funcionamento. “Nós vamos avaliando setor por setor, pois cada um tem suas especificidades. O setor de pagamento, por exemplo, tem que funcionar, assim como a urgência e emergência do Hospital Universitário e os setores que fazem a segurança da Universidade têm que funcionar normalmente.”

Para o Pró Reitor de Graduação, Eduardo Magrone, a situação é delicada, já que as tentativas da UFJF de ajudar os estudantes podem ser entendidas como um posicionamento contra a greve. “Nós não devemos estabelecer negociação com as cantinas ou outra forma de neutralizar os efeitos da greve dos servidores sob pena de sermos acusados pelos próprios servidores de estar enfraquecendo a greve. É uma negociação da Reitoria com o Comando de Greve.”

 

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Central de Atendimento da UFJF permanece em regime especial

Alunos aguardam por negociação

O Governo Federal ainda não se manifestou e a situação permanece sem solução. Eduardo Magrone informou que a Administração Superior da UFJF mantém uma Comissão Permanente de negociação a respeito da paralisação.

A greve está acarretando alguns problemas para os calouros, principalmente, e também para outros segmentos do corpo discente que dependem mais do RU, como alunos que são de outras cidades. Para Magrone, “É uma situação delicada para os estudantes, pois eles não têm nenhuma responsabilidade sobre o governo não ter cumprido o acordo da pauta de reivindicações da última greve, e acabam arcando com as consequências.”

Sobre medidas que podem ser negociadas para amenizar os problemas para os estudantes, o Pró Reitor é otimista e espera que, em breve, o Comando de Greve do SINTUFEJUF se sensibilizará. “Acredito que se a greve prosseguir, haverá sensibilidade por parte do Comando de Greve para que algumas medidas negociadas possam ser adotadas.”

Ouça o áudio da entrevista com o Pró Reitor de Graduação da UFJF, Eduardo Magrone.

 

Atualizado às 10h53.

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