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Esmola não é o caminho

Conscientizar a população a não doar esmolas é o foco da campanha lançada hoje, 28, pela Secretaria de Desenvolvimento Social.

Repórter:  Iara Campos

Esmola

Pedinte no Centro de JF. Foto: Iara Campos

A ação “Mostre o Caminho” tem como principal intenção chamar a atenção para o fato de que a esmola não resolve o problema e que há outras soluções possíveis. A proposta é também informar e refletir sobre os direitos desses cidadãos.

A coordenadora da Associação de Apoio Comunitário (AMAC), Alexandra Rossi, afirma que dar dinheiro pode ser prejudicial a quem está em vivência de rua. “Entendemos que a esmola ajuda o indivíduo a perpetuar nessa situação que a gente não quer para ninguém”, justifica. Em Juiz de Fora, há vários projetos que fornecem assistência às pessoas em situação de rua.

O Centro Pop é um deles, que oferece refeições, acompanhamento psicossocial e oficinas artísticas, buscando a reinserção do indivíduo na sociedade. O Núcleo do Cidadão de Rua e a Casa da Cidadania também são exemplos de instituições que acolhem cidadãos que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Entrevista com subsecretário de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (Suas), Rogério de Souza

A AMAC possui uma equipe que realiza diariamente a abordagem aos moradores em situação de rua, com o intuito de convencê-los a sair daquela condição e, segundo Alexandra, mostrar que existe uma nova forma de viver. “A partir do momento que essa pessoa aceita nossa abordagem, nós vamos começar a trabalhar aquele ser humano para ele sair daquela situação para reinserir ela na sociedade através da demanda que ela trouxer, seja uma demanda de saúde, seja de reinserção no trabalho, seja de moradia ou de retorno para a família de origem”, explica.

No entanto, mesmo com o procedimento da abordagem e com todos os projetos sociais, algumas pessoas não deixam de viver nas ruas. Para a psicóloga Jéssica Antunes, que atende adultos sem lar, há dois fatores que contribuem para isso, que são o burocrático e o pessoal. Segundo Jéssica, a burocracia para ter acesso ao albergue é grande. “Eles têm que entrar numa fila, têm que ser cadastrados, não é um acesso livre”. O fator pessoal consiste na falta de segurança e de higiene nas moradias coletivas. “Elas não encontram dentro dos albergues um espaço em que realmente possam dormir com tranqüilidade, porque é muito comum elas serem roubadas. Também não tem uma higienização das roupas de cama, das cobertas, dos lençóis. Por conta dessas particularidades, preferem ficar em rua. Elas se sentem mais seguras estando na rua”, comenta.

Veja outras informações em: Repórter Justiça – moradores de rua

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