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Juiz de Fora se coloca na rota do cenário musical do país

Projeto “Violões na casa” e o tradicional Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga fortalecem a identidade cultural da cidade

Por Rodrigo Gomes

2 de junho de 2014

O gosto e tradição pela música em Juiz de Fora há muito tempo vêm costurando uma história rica na área cultural, deixando um legado consistente que estimula o crescimento de projetos na cidade.

O 25º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que acontece anualmente, comprova o sucesso da iniciativa que já faz parte do calendário do juiz-forano há tanto tempo.

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Este ano o evento acontece do dia 14 a 27 de julho, contando com 36 cursos de instrumentos antigos e modernos e masterclass internacional de música antiga e palestras ministradas por professores de todo o mundo. Além disto, serão mais de 30 concertos pela cidade com entrada franca, incluindo a Orquestra Barroca do próprio festival e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais que têm marcado presença constante, sendo a responsável pelo concerto de encerramento do festival.

Para os interessados em participar dos cursos, a inscrição começa nesta sexta-feira, 06 de Julho.

Com sua força e repercussão, o festival conseguiu trazer para a cidade grandes nomes como o Duo Assad e Yamandú Costa, referências mundiais em violão.

Notando a demanda da cidade e visando aumentar a periodicidade de atrações como essas, Luis Leite, professor do Curso de Bacharelado em Violão da UFJF – que inclusive participou ao lado de Yamandu no festival – enxergou a importância de se investir em apresentações de músicos desta magnitude para agregar à rotina cultural da cidade.

Foi quando criou o projeto “Violões na casa”, que se iniciou na Casa de Cultura da UFJF.

“A ideia com o violões na casa era ter uma série de concertos periódicos que tivesse o violão como protagonista” comenta Luis Leite observando a pouca oferta de concertos do instrumento à demanda  de um interessado público.

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Luis Leite, professor de bacharelado em Violão da UFJF e criador do projeto “Violões na casa”

Luis Leite graduou-se e concluiu mestrado na Faculdade de Música de Viena, tendo ampla participação     no cenário musical do violão e colecionado participações em salões do mundo inteiro.

Se valendo de sua experiência e da ampla rede de contatos, têm conseguido atrair nomes de expressão       para se apresentar na cidade, como o caso dos violonistas Nicolas de Souza Barros, Luiz Otávio Braga, o     chileno José Antonio Escobar e recentemente, Thibault Cauvin. Este último se apresentou na última          quinta-feira (29) na Casa de Cultura da UFJF.

O francês, que lançou disco no Carnegie Hall e já tocou em 120 países, se encontra pela segunda vez em   turnê pelo Brasil. Desta vez, Luis conseguiu incluir Juiz de Fora na rota do músico que têm se apresentado em várias capitais do país.

O bem humorado Cauvin, que arrancou risadas da platéia com seu português improvisado misturado com espanhol e algumas palavras em inglês, comenta que ainda não conhecia a cidade. “Eu já conhecia o Luis há mais de 10 anos pelos concursos de violão em que competíamos e agora na minha segunda  vinda ao Brasil comentei que vinha e ficaria contente em encontrá-lo. Então ele me convidou para tocar aqui e também dar uma aula para os estudantes da Universidade.”

O projeto também visa um melhor crescimento dos alunos de bacharelado da Faculdade de Música da UFJF e estes encontros acrescentam muito na formação e profissionalização dos estudantes.

Thibault tocou composições de seu projeto “cities”, em que fez parcerias com músicos de vários lugares do mundo por onde passou, homenageando as cidades que o marcaram com uma música.
Confira aqui uma destas que fez parte de sua performance na Casa de Cultura, em homenagem a cidade de Istambul.

Hoje, o “Violões na Casa”  também acontece no MAM-JF em algumas oportunidades.

Em algumas edições do projeto, os próprios alunos se apresentam como uma maneira de expor seus trabalhos e também treinar e iniciar o contato em apresentações com público. Com isso, Luis Leite espera consolidar o trabalho firmando a cidade como rota em turnês de grandes artistas como os mencionados e que essa tendência possa continuar a crescer, junto com os próprios alunos que vêm se lançando.

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