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15 milhões de brasileiros tem algum tipo de deficiência

Postado em 09/07/2014

por Jéssica Dias

O aumento do número de crianças deficientes na educação infantil faz parte no movimento mundial pela inclusão

O número de crianças com algum tipo de deficiência na rede regular de ensino do país cresce a cada ano. Esse crescimento não é casual, mas sim resultado do impacto da política de inclusão na educação infantil. A Constituição Brasileira de 1988 garante o acesso ao ensino fundamental regular a todas as crianças e adolescentes, sem exceção, e deixa claro que a criança com necessidade educacional especial deve receber atendimento especializado complementar, de preferência dentro da escola.

10534079_667013103385263_13079328898133733_nSegundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% das pessoas têm algum tipo de deficiência, o que representaria 15 milhões de brasileiros. O filho de Maria da Graça Simas faz parte dessa porcentagem. Maria teve passou por uma gravidez tardia, após os 40 anos. Exames pré-natais não indicaram que seu filho nasceria com uma síndrome. “ Eu era concursada, tinha uma vida estável. A gravidez não foi indesejada, mas não foi planejada. Após 3 meses de vida descobri que meu filho não se desenvolvia como os outros. Deixei meus dois empregos e minha vida passou ser apenas cuidar dele”.

Apesar de matricular o filho em instituições educacionais especializada, ele nunca frequentou uma escola de ensino regular. “Tinha medo dele ser maltratado. Sempre achei seria melhor ele conviver com outras crianças como ele”. Embora esse seja um medo comum a muitas mães, a criança com deficiência intelectual só tem a ganhar em uma educação inclusiva. É o que garante a pedagoga e especialista em alfabetização e letramento, Marilza Fagundes. “Para a criança com deficiência intelectual é a oportunidade de aprender algumas coisas simples, entre outras, como brincadeiras com regras. É mais fácil para acriança assimilar algum tipo de atividade dessa natureza convivendo com as crianças ditas normais caso só convivessem em classes homogêneas de crianças que apresentam a mesma dificuldade.”

Além de garantir que a criança especial tem muito a aprender com crianças normais, a pedagoga afirma que o contrário também acontece. “Além do privilégio da convivência, elas aprendem a ajudar aquelas com deficiência, a serem mais pacientes e acima de tudo, o respeito ao outro como pessoa e ser humano”. E quem confirma essa afirmação, é a educadora Elayne Leite. Durante dois anos, Elayne deu aulas para uma turma com seis crianças especiais. “Foi uma experiência muito gratificante porque você tem a oportunidade de ver como as crianças aprender a ser solidárias umas com as outras”. Ela relata exemplos do que via e vivenciava em sala de aula. “As vezes uma criança começava a dançar na sala e as outras já entendiam o que acontecia. Também uma outra que não tinha muita coordenação motora e sempre deixava o lápis cair e a outras crianças já pegavam e colocavam na mão dele”.

Educação inclusiva e educação especial
Hoje, o atendimento educacional especializado é apenas complemento da escolarização, e não substituto. É necessário esclarecer
a diferença entre educação inclusiva e educação especial. A educação inclusiva é um movimento mundial fundamentado nos princípios dos direitos humanos e da cidadania, tendo por objetivo eliminar a discriminação e a exclusão, para garantir o direito à igualdade de oportunidades, transformando os sistemas de ensino, de modo a propiciar a participação de todos os alunos, com foco específico naqueles que são vulneráveis à exclusão.

A educação especial é ueducação-inclusiva-02ma área de conhecimento que visa promover o desenvolvimento das potencialidades de pessoas com deficiência, autismo, síndromes ou hiperatividades, e abrange desde a educação infantil até a educação superior.

De acordo com a pedagoga, é necessário que o professor esteja preparado para atender as necessidades do aluno especial. “O professor que trabalha com essa diversidade precisa estar preparado, o que nem sempre acontece. Caso o professor não tenha formação na área de inclusão é necessário que, no mínimo, ele esteja sempre fazendo cursos de formação continuada para saber trabalhar com as diferenças”. Ela ressalta ainda a importância da inclusão na sala de aula. “não se deve negar à criança com deficiência intelectual o direito ao convívio com as crianças consideradas normais, afinal todas são crianças e partilham do interesse das coisas inerentes à fase da educação infantil”

Ouça a entrevista com a pedagoga

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