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Qualidade da telefonia móvel ainda é ruim em Juiz de Fora

por Pedro Miranda – publicado em 9/4/2014

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Operadoras têm até julho deste ano para cumprir metas de qualidade em Juiz de Fora | Foto: Panoramio

Sinal fraco e problemas com a conexão são as reclamações mais constantes dos usuários da telefonia móvel em Juiz de Fora, o que a indica que o serviço ainda é ruim na cidade.

Recentemente, a Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, divulgou dados do ciclo de avaliação dos planos de melhoria das prestadoras do serviço móvel, referente aos meses de agosto, setembro e outubro de 2013. Os dados indicam que as operadoras já avançaram, porém é preciso que os investimentos na para melhoria da qualidade do sinal continuem. Das quatro operadoras que atuam em Juiz de Fora todas ficaram acima do nível exigido pela Anatel, 95%, no quesito conexão de voz. Ou seja, das vezes que o usuário tenta fazer uma ligação ele deveria conseguir completá-la em 95% das vezes.  Na média dos três meses avaliados, a Oi foi a melhor colocada com 98,98% na taxa de conexão de voz, seguida pela Claro, com 98,66%. Em terceiro lugar ficou a TIM, com 97,76% e em último lugar, está a Vivo, com 96,68%.

Quando o quesito avaliado foi a porcentagem da queda nas ligações, duas operadoras tiverem um desempenho preocupante. O limite fixado pela agência reguladora é de, no máximo, 2% de desconexão. A TIM foi a pior coloca com média de 1,15% de queda nas ligações, seguida pela Vivo, com taxa de 1,08%. As outras operadoras, Claro e Oi, tiveram desempenho abaixo de 1% na interrupção de ligações.

Aqui em Juiz de Fora a pesquisa da Anatel reforça o que muitos usuários já sabem a qualidade da telefonia ainda é ruim em alguns pontos da cidade. Esse é o caso da enfermeira Climene Silva, que vivencia essas dificuldades com a telefonia móvel há muito tempo. Ela mora no bairro São Benedito, que fica a cinco quilômetros do centro de Juiz de Fora. Na casa dela o sinal de celular é muito fraco. Ela é cliente de duas operadoras, da Oi e da TIM, porém, não consegue usar a linha de nenhuma delas da sala de casa, por exemplo. Para a enfermeira, a péssima qualidade do serviço causa indignação. “É péssima as condições de celular, de qualquer operadora, Oi, Vivo, TIM. Não dá sinal. Eu fico sem comunicação, sem estar conectada, sem saber o que está acontecendo. Não posso ligar para ninguém porque sei que não vou conseguir falar”, desabafa. Ouça abaixo.

Reclamações como a de Climene Silva, motivaram a Câmara Municipal a criar em agosto do ano passado, uma comissão especial para investigar e melhorar a qualidade da rede móvel em Juiz de Fora. Segundo o presidente da comissão especial de telefonia, o vereador Noraldino Junior o problema em Juiz de Fora é consequência da falta de investimento das operadoras. “Hoje a maior parte das reclamações no Procon, nos gabinetes do vereadores é sobre a qualidade da telefonia móvel na cidade. Diante disso, nós pedimos uma audiência pública, e dentro dessa reunião nós solicitamos a criação dessa comissão”, afirma.

Previsão de melhorias

Para operadoras Juiz de Fora é uma cidade estratégica | Foto: Pedro Miranda

Para operadoras Juiz de Fora é uma cidade estratégica | Foto: Pedro Miranda

Em 2012, após verificação na queda da qualidade da prestação do serviço de telefonia móvel, a Anatel decidiu suspender a comercialização de novos chips para as prestadoras que apresentaram o pior desempenho nos estados e impôs a todas as prestadoras a obrigação de apresentação de um plano nacional de ação com medidas capazes de garantir a melhoria na qualidade do serviço. Em Juiz de Fora, a operadora TIM foi proibida de habilitar novas linhas. A pesquisa de qualidade da Anatel tem o objetivo de acompanhar o processo de melhorias e investimentos firmado com as operadoras. De acordo com a agência, as operadoras têm até julho de 2014 para adequar a qualidade aos problemas apresentados na cidade.

Em todo o Brasil, as operadoras de telefonia móvel investiram R$ 17 bilhões em melhorias desde 2012. O valor representa 55% do total previsto para ser investido até o fim deste ano, 32 bilhões.

Para o especialista da Anatel, Fábio Mandarino, essas pesquisas ajudam a mapear a qualidade da telefonia móvel no Brasil e que isso serve para a agência adotar medidas contra as operadoras que não atendem o padrão de qualidade. “Se os indicadores alcançam ou superam a meta estabelecida pelo regulamento nós entendemos que do ponto de vista da qualidade a operadora teve um desempenho satisfatório. Se for abaixo a empresa pode ser sancionada: pode ser advertida, multada”, conclui.

Segundo o Sindicato das Empresas de Telefonia Móvel, o SindiTelebrasil, associação que reúne as grandes operadoras do país. A qualidade do serviço vem avançando nos últimos anos no Brasil, já que as operadoras cumpriram algumas metas estabelecidas pela Anatel, e que o caso de Juiz de Fora não representa a realidade do serviço oferecido em todo o país, é o que comenta o diretor do SindiTelebrasil, Sérgio Kern. “Se efetivamente tem um desempenho que não é o melhor em Juiz de Fora, certamente isso não reflete a situação do Brasil”, afirma. Ouça abaixo.

Em nota, a Claro, a Oi, a TIM, e a Vivo informaram que Juiz de Fora é uma cidade estratégica para os negócios das operadoras, e que estão investindo em melhorias no serviço.

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