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Interesse pela cultura árabe é cada vez maior em Juiz de Fora

Descendentes e simpatizantes atuam na divulgação da cultura na cidade de diversas formas

Leonardo Alves, Postado em 24/03/2014

Nesta terça-feira (25) é comemorado o Dia Nacional da Cultura Árabe, data instituída pelo Ministério da Cultura. Muitos descendentes de árabes ou simpatizantes da cultura atuam de maneira que não deixem as tradições de seus povos caírem no esquecimento.

Há pouco mais de 130 anos, os primeiros árabes chegavam ao Brasil, em sua maioria, oriundos do Líbano e da Síria. Logo, os costumes dos imigrantes foram sendo disseminado por todo o território brasileiro e agregado à cultura brasileira. Tradição, religião, dança e culinária são exemplos de elementos da cultura árabe que foi se incorporando ao nosso cotidiano.

Apesar da imigração dos árabes ter completado mais de um século, somente a partir dos anos 2000 é que o interesse das pessoas pela cultura teve um grande crescimento. Dois fatores podem ser considerados principais por esse crescimento: a exibição da novela ‘O Clone’, de Glória Perez, que possuía boa parte de núcleos árabes/marroquinos; e os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, através da pessoa de Osama Bin Laden.

 

O segredo é a mistura de ingredientes

A culinária é algo bem tradicional da cultura árabe. Pratos como kibe, tabule, esfihas, kebabs de falafel (bolinhos de grão-de-bico) e entradas como o trio de pastas (hommus, babaganush e coalhada, acompanhados de pão sírio) são exemplos clássicos da culinária árabe.

O que mais chama atenção nos pratos é a mistura de ingredientes e temperos de todos os tipos. Além disso, o preparo de cada prato é característico de cada família, que acrescenta ou não determinado condimento. Para o empresário e proprietário de restaurante árabe, André Luiz de Carvalho, a tradição é o diferencial. “A cozinha árabe é bem diferente da brasileira, porque é algo milenar e é uma mistura em si. Aqui no Brasil, arrumamos os pratos com arroz, feijão e batata, alimentos separados. Já os alimentos árabes são uma mistura em si de ingredientes”, disse.

André ainda completa que a procura tem sido grande. “Muita gente tem certo receio de provar os pratos, mas depois acaba se interessando. A procura cresceu consideravelmente nos últimos anos”, afirmou Carvalho, que é casado com uma descendente de libaneses e trabalha com comida árabe há dezoito anos.

Dança do Ventre: benefícios variados

A Dança do Ventre é extremamente antiga e um dos costumes mais conhecidos da cultura árabe. Sua origem é bastante discutida. A procura por aulas multiplicou na última década e a dança pode ter efeitos físicos quanto psicológicos.

Rafaela Alves

Rafaela Alves, em apresentação de dança do ventre.
(Foto: Arquivo Pessoal)

A professora de dança do ventre, Rafaela Alves, acredita que a procura tem crescido devido à maior divulgação e à descoberta por parte do público dos inúmeros benefícios dessa arte, que respeita a mulher em sua individualidade. “A novela O Clone, por exemplo, divulgou bastante os costumes e tradições e mostrou ao grande público o quanto a dança do ventre é bonita e feminina. Além disso, no Brasil temos cada vez mais professores sérios e comprometidos em levar realmente o caráter artístico para as pessoas”, afirmou Rafaela.

Lorena Rusth, professora de dança  (Foto: Arquivo Pessoal)

Lorena Rusth, professora de dança
(Foto: Arquivo Pessoal)

Para a também professora de dança de ventre, Lorena Rusth, os benefícios da prática da dança são vários. “A dança auxilia no alongamento, na melhora postural, no processo respiratório, queima calorias. Mas acredito que o mais importante é que ela maximiza a autoestima e feminilidade de toda mulher, ajudando a mulher a se autodescobrir e se autovalorizar. Ela trabalha com a sensualidade feminina e quebra o tabu da vulgaridade”, disse Lorena.

Ambas as professoras são taxativas ao afirmar que não há limitações para a prática da dança do ventre. Mulheres de todas as idades e pesos podem praticar sem nenhum problema.

A arte da Dança do Ventre

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