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Comércio informal movimenta o centro de Juiz de Fora

Felipe Reis
Publicada em 26/05/2014
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O comércio no centro de Juiz de Fora atrai a população para a rua mais famosa da cidade, a Rua Halfeld. Com lojas de diversos segmentos funcionando durante o dia, o Calçadão tem uma das maiores concentrações de pessoas, recebendo, inclusive, compradores e visitantes de outras cidades. E quando chega a noite e os comércios fecham, os  ambulantes iniciam as suas atividades, diariamente, com destaque para as barracas nos finais de semana.
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A rotina dos barraqueiros começa cedo. Ainda em casa, é preciso organizar os produtos, arrumar as bolsas, e transportar as armações das barracas até o centro. Chegando no Calçadão, é o momento de montar tudo, ligar a energia em alguma loja próxima, e começar a feira. O início das vendas, de segunda à sexta,  é a partir das 18h, para não concorrer com as lojas. Aos sábados, o comércio começa mais cedo, às 14h, e aos domingos, o horário é livre.
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Nos dias atuais, na Rua Halfeld são montadas, aproximadamente, 75 barracas, que comercializam roupas, artesanatos, calçados, bijuterias, entre outros. Além dos vestuários e acessórios, o gênero alimentício fica por conta dos pipoqueiros e vendedores de cachorro-quente, que trabalham até o início da madrugada.
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Produtos para a Copa do Mundo são vendidos com preços que variam entre R$ 15 e R$ 50. Foto: Felipe Reis.

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“FILHO DE PEIXE, PEIXINHO É” – TRADIÇÃO FAMILIAR ENTRE OS AMBULANTES
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As vendas dos barraqueiros no centro de Juiz de Fora são, também, a manutenção de uma tradição passada de geração para geração, mesmo com as dificuldades para o trabalho e o tempo apertado, em alguns casos, dividido entre dois empregos. É o que acontece com o  vendedor Paulo Cardoso, que há 12 anos trabalha no mesmo ponto onde a mãe vendia roupas para bebês e tricôs: “Durante a semana, eu trabalho em uma empresa de segurança, com carteira assinada, e venho para cá vender nos finais de semana”.
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Ainda no Calçadão da Rua Halfeld, a comerciante Cláudia Almada mantém, há 16 anos, a barraca de bijuterias que era comandada pelo pai como a sua principal fonte de renda: “Trabalho aqui diariamente e é a minha ocupação”.
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Um dos pipoqueiros mais antigos da Rua Halfeld, Joaquim Primo, completou, em 2014, 31 anos como ambulante no centro da cidade. Seguindo no mesmo ramo, o pipoqueiro Edmar Silva conta com o apoio da esposa e do filho, no trabalho diário, em frente ao Cinema Palace.
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Cláudia Almada segue a tradição começada pelo pai, ainda no Parque Halfeld. Foto: Felipe Reis

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HISTÓRIAS CONTADAS ALÉM DAS BARRACAS
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O comércio noturno da rua mais famosa da cidade recebe vendedores passageiros. Os “hippies”, ou como eles gostam de ser chamados “Malucos de estrada” vendem os artesanatos feitos, em alguns casos, ao vivo, na frente do comprador.
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De passagem por apenas alguns dias, eles juntam dinheiro para viajar para outras cidades, como destacou o argentino Diego Inche: “Já rodei por sete países (Brasil, Alemanha, Noruega, Bolivia, Peru, Equador, Venezuela) vendendo os meus produtos, e sigo assim mundo afora”.
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 Assim também trabalha a uruguaia Gisella Quinteros, que de passagem por Juiz de Fora, pretende chegar em Belo Horizonte daqui a poucos dias: “Já passei pela Argentina e pelo sul do Brasil, quero continuar viajando com meu companheiro, vendendo as minhas pulseiras, os meus cordões”, afirma.
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Gisella Quinteros pretende chegar em Belo Horizonte ainda nesta semana. Foto: Felipe Reis

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INTERNET AUXILIA  QUEM QUER COMEÇAR NO MERCADO AMBULANTE
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A venda de produtos artesanais é uma das formas de alavancar o orçamento familiar. Nos centros das cidades, é comum encontrar barracas vendendo acessórios personalizados dos mais diversos materiais, como madeira, tecido, barbante, entre outros. Sites como o www.artesanatonarede.com.br  ensinam o passo a passo dessa arte, e colaboram com o trabalho do artesão, ensinando novas técnicas e opções.
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Além dos artesanatos, o comércio de gêneros alimentícios fazem parte da vida noturna da cidade. Carros que se transformam em barracas de cachorro quente estão cada vez mais presentes em Juiz de Fora. O Sebrae disponibiliza neste link um estudo sobre como fazer a adaptação de veículos para comércio ambulante.
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