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Dupla moradia: juizforanos que vivem em outras cidades durante a semana

Publicado por Daniela Ananias 05/05

 

Não é preciso procurar muito para encontrar moradores que vivem em Juiz de Fora e trabalham ou estudam em cidades da região, e vice versa.  De acordo com o ultimo Censo divulgado pelo IBGE, a cidade esta entre  as que possui maior transito de imigrantes do estado.  São quase um terço da população que vieram, em sua maioria, em busca de trabalho ou estudo.

Esse grande número acaba refletindo a circulação  intensa de viajantes pelas rodoviárias da região todo início e final de semana.

A estudante, Mariana Machado.

A estudante, Mariana Machado.

“Encontrei uma oportunidade em minha área de atuação  aqui em Barbacena, e não pensei duas vezes na hora de mudar. Mas, aqui é só trabalho. Toda sexta às 18h eu pego o ônibus e volto para a minha casa de verdade”, brinca a dentista Mariano Machado, que não abandona os fins de semana em Juiz de Fora.

Segundo o auxiliar de bordo de uma viação da região, Isaac Almada, casos como o de Mariana são muito comuns e os grandes responsáveis pela movimentação nas linhas de ônibus durante a semana. “Trabalho na área a mais de 15 anos e vejo que houve um crescimento considerável nesse tipo de passageiro. Muita gente diz que vale mais a pena pegar a estrada do que o trânsito do centro da cidade, e chegam até a ir e voltar no mesmo dia de cidades como Santos Dumont, Matias Barbosa e Bicas, por exemplo”, comenta o funcionário.

 

 

 

 

Viajantes sofrem com terminais precários

Mesmo com a intensa operação e o crescimento constante do número de usuário o serviço das rodoviárias é precário.  Circulando pelos terminais da região observamos que há completa deficiência no atendimento e no oferecimento de serviços básicos como alimentação e sanitários. Muitos itens que são exigidos por lei, de acordo com o decreto nº 2.521, não são constam nas paradas dos veículos. “Já tive que esperar durante horas na rodoviária de Barbacena e não havia um banheiro para uso gratuito. também não oferecem um serviço de alimentação minimo”, lamenta Mariana.

Um funcionário do próprio terminal de Barbacena, que preferiu não se identificar, afirma que “existe dificuldade até para nós funcionários. Como não há nenhum comércio próximo nos tornamos vítimas de uma estrutura de péssima qualidade todos os dias”. E segundo ele não são só questões estruturais que pecam: “as filas para compra de bilhete chegam a uma hora e não há cadeiras suficientes para os idosos, grávidas e deficientes  se acomodarem”.

A estudante, Karine Azevedo, circula com frequência entre Santos Dumont e Juiz de Fora, e confirma que os dois terminais apresentam os mesmos problemas da rodoviária de Barbacena. “No caso da parada de Juiz de Fora houve uma melhoria recente e uma qualificação dos serviços, ainda que não sejam ideias. Mas em Santos Dumont o que há são apenas guichês de venda e vagas para os veículos pararem”.

 

 

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