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Animais podem ajudar no tratamento de problemas como depressão e timidez

Rafaela Carvalho, Postada em 26/03/2014

Dificuldade de se relacionar com outras pessoas e timidez excessiva podem se tornar um grande problema e trazer males como depressão. O convívio com animais pode ser uma solução nesses casos, ao trazerem companhia e amor a seus donos.

Geralmente na infância e adolescência, os mais tímidos tendem a se retrair e não expor seus problemas. É por isso que muitos pais acabam optando por comprar ou adotar um cãozinho para crianças que ficam mais tempo sozinhas – e, sem saber, podem estar contribuindo para a felicidade de seus filhos.

Segundo o Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (Inataa), as terapias que envolvem a presença de animais trazem melhorias à saúde física, psicológica e emocional, além de diminuir a frequência cardíaca, a pressão arterial e estimular a produção de hormônios que ajudam no bem estar.

Lorrayne Garbo praticou hipismo como tratamento para estresse

Lorrayne Garbo praticou hipismo como tratamento para estresse

Frequentemente indicados como tratamento para crianças diagnosticadas com autismo, timidez excessiva e Síndrome de Down, os bichinhos não estão limitados a essas condições: fazem bem a todos. Segundo o psicólogo Dalmir Junqueira, esse contato é essencial para qualquer ser humano. “Quando você passa a conviver com outro ser da natureza, como um animal, por exemplo, você vai ter um retorno que vai te deixar de boca aberta, e a maior parte da humanidade não sabe disso. Os animais também são capazes de conviver como nós convivemos.”

A estudante de Medicina Lorrayne Garbo resolveu praticar hipismo como uma forma de relaxar – e deu certo. “Com as aulas que eu fazia de hipismo rural, conseguia tirar todo aquele sentimento negativo da minha cabeça e aliviar a minha mente de tudo aquilo que me fazia mal. Além disso, você passa a entender o animal, passa a ver as necessidades dele. E, ao mesmo tempo, é como se ele entendesse todos os meus comandos. Foi uma experiência fantástica pra mim.”

A terapia com animais ainda é uma prática pouco difundida. Segundo a Coordenação da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), nenhum profissional na cidade trabalha com animais como forma de terapia real, mas ter um bichinho de estimação geralmente é indicado no caso de crianças que ficam muito tempo sozinhas e que apresentam quadro de timidez.

Apego excessivo pode prejudicar o animal

Muitas pessoas, ao adotarem ou comprarem um animal de estimação passam a encarar o bichinho como um membro da família. Até aí, tudo bem. O problema começa quando o apego se torna excessivo e a pessoa passa a usar o animal como uma forma de descarregar sentimentos, por algum tipo de deficiência emocional.

O veterinário Deivisson Aguiar alerta para os exageros e apego excessivo. “Os animais muitas vezes ocupam um espaço “vago” na vida de alguém, e podem suprir a perda ou a falta de algum ente querido. Os animais podem ser tratados com todo amor e carinho e como se fosse um membro da família, isso não traz prejuízos. O prejuízo começa com os exageros. Os animais podem ficar mais bravos ou muito deprimidos na presença de outras pessoas e outros cães quando são tratados sempre como um bebê.”

Mas para o psicólogo Dalmir Junqueira, é interessante que as pessoas se lembrem da importância dos animais. Em Juiz de Fora, existem pessoas que são protetoras dos animais e se preocupam com o futuro deles, como já foi publicado no JF Hipermídia. O psicólogo afirma que a convivência é essencial para reumanizar as pessoas.  “O ser humano foi se afastando do natural, da vida com a natureza. Com o avanço da tecnologia, o ser humano se enclausurou, e fica fechado dentro de um quarto com computador, celular, e outras coisas. (…) Conviver com animais é natural, tanto pra nós quanto pro animal, e faz bem pra saúde. É indicado para todo ser humano.”

Ouça o áudio da entrevista completa com o psicólogo Dalmir Junqueira.

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