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O que você quer comer? JF Hipermídia mostra a comida de rua de Juiz de Fora

O sabor das ruas. Centro de Juiz de Fora tem mais de 45 ambulantes do gênero alimentício

Felipe Reis – 16/06/2014

Barracas, carrinhos, trailers e carros adaptados. O centro da cidade recebe, cada vez mais, ambulantes, à noite. JF Hipermidia acompanhou um final de semana noturno no coração de Juiz de Fora, seguindo pelas principais vias, tendo como parâmetro a Av. Rio Branco (indo do Mergulhão até o cruzamento com a Av. Independência), e constatou 48 comércios móveis de comida nas ruas.

Localizados, normalmente, próximos aos pontos de ônibus, os ambulantes têm clientela garantida a noite toda. Isto explica o destaque que vai para a Avenida Getúlio Vargas, com 12 comerciantes distribuídos em sua extensão, principalmente, próximos aos pontos que levam para a Zona Norte, que mantém a circulação durante a madrugada. Neste trecho central da Avenida Rio Branco foram contados sete ambulantes. Já na disputa de comida nas praças, houve um empate entre a Praça da Estação (6) e Praça Antônio Carlos (6).

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Carros adaptados para venda de cachorro-quente ao redor da Praça Antônio Carlos. Foto: Felipe Reis

Além dos pontos de ônibus e das praças, as ruas também recebem os comerciantes. Neste caso, a Rua Batista de Oliveira tem oito ambulantes, superando inclusive a rua mais famosa de Juiz de Fora, a Rua Halfeld (6). Entre as outras ruas, apenas uma barraca fica na Braz Bernardino, e duas na Rua Espírito Santo.

Diferente da organização dos ambulantes da Rua Halfeld, que já foi  apresentada no JF Hipermídia, a localização dos ambulantes de gêneros alimentícios do centro da cidade é organizada por um acordo verbal realizado entre eles, sem nenhuma associação, amparo ou coordenação da Prefeitura de Juiz de Fora. Por esse motivo, é comum encontrar novas barracas em determinados pontos. “Queremos uma condição melhor para o nosso trabalho, com tudo delimitado, para que fique mais organizado e a gente possa trabalhar mais tranquilo”, afirmou Silvio de Souza, vendedor da Av. Getúlio Vargas, próximo a Rua Mister Moore. Comerciantes ainda esperam a regulamentação da venda de comida de rua, como já acontece, por exemplo, em São Paulo.

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Venda de hambúrgueres tem fila de espera na Av. Getúlio Vargas. Foto: Felipe Reis

As histórias de quem vira a noite nas ruas

Quem trabalha à noite, diariamente, no centro da cidade tem boas histórias para contar. João Vidal, vendedor de cachorro-quente na Av. Getúlio Vargas, relembra as brigas de gangues que aconteciam na avenida: “Já teve algumas vezes que jogaram meus bancos de plástico para cima deles, pegaram canaletas, jogavam copos também, ainda bem que melhorou um pouco”, lembra.

Além das brigas, os comerciantes passam a conhecer moradores de bairros afastados da cidade, pela proximidade com os pontos. O chapeiro Silvio de Souza trabalha há 9 anos próximo à rua Mister Moore, e afirma: “Aqui, nesse ponto, eu conheço quase todo mundo. Passo quatro noites da semana neste mesmo lugar, então já sou bem conhecido aqui também”.

Doce ou salgado? Quanto custa?

As opções de alimentação são bem diversificadas. Cachorro-quente (hot dog), hambúrguer, pizza, pipoca, espetinhos, crepe suíço, sanduíche natural, escondidinho e lasanha dividem espaço com churros, bombons, maçã-do-amor e caramelos. O preço varia entre R$ 3,00, o lanche mais simples, e aproximadamente R$ 10,00, o mais elaborado.

 

 

 

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